Polícia

Greenpeace protesta na Rússia e pede libertação de ativistas presos

Ativistas do Greenpeace saíram nesta quarta-feira em lanchas pelo rio Moscova, em Moscou, para pedir a liberdade dos 30 tripulantes do navio Arctic Sunrise, da organização ambientalista, que foram presos por protestar no Ártico – entre eles, a bióloga brasileira Ana Paula Maciel. Os ecologistas, que navegaram pelo rio e passaram muito perto do Kremlin, […]

Arquivo Publicado em 06/11/2013, às 15h24

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Ativistas do Greenpeace saíram nesta quarta-feira em lanchas pelo rio Moscova, em Moscou, para pedir a liberdade dos 30 tripulantes do navio Arctic Sunrise, da organização ambientalista, que foram presos por protestar no Ártico – entre eles, a bióloga brasileira Ana Paula Maciel. Os ecologistas, que navegaram pelo rio e passaram muito perto do Kremlin, levavam cartazes exigindo a libertação dos ativistas, que estão há mais de um mês em prisão preventiva na cidade portuária de Murmansk.


“A ação transcorreu sem incidentes e detenções”, disse à agência EFE Jalimat Tekéyeva, porta-voz do Greenpeace Rússia. O protesto coincide com o início da audiência judicial do Tribunal Internacional do Direito do Mar (ITLOS), com sede em Hamburgo, que aborda hoje a reivindicação apresentada pela Holanda contra a detenção de 28 ativistas, um câmera e um fotógrafo independentes.


A Holanda recorreu ao ITLOS em meados de outubro para pressionar a libertação dos 30 tripulantes do navio do Greenpeace detidos após tentar invadir uma plataforma petrolífera da Gazprom. Os ativistas que viajavam no Arctic Sunrise, de bandeira holandesa, ingressaram primeiro em regime de prisão preventiva em Murmansk (noroeste da Rússia) acusados de pirataria, acusações que na semana passada foram rebaixados a vandalismo.


Os presos procedem da Rússia, EUA, Argentina, Reino Unido, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Austrália, Brasil, República Checa, Polônia, Turquia, Finlândia, Suécia e França. Apesar de a Rússia não reconhecer a competência no caso do ITLOS, considera que, caso que haja uma sentença, será vinculativa para a justiça russa.

Jornal Midiamax