PF, Ibama, PMA e Exército apreendem fuzil e armadilhas em ação que tenta coibir a prática da caça de animais; dono da fazenda mora em Campo Grande, mas não teve o nome revelado

Uma ação conjunta na tarde desta segunda-feira (15) entre Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Polícia Federal, PMA (Polícia Militar Ambiental) e Exérico Brasileiro resultou em uma apreensão de armamentos e armadilhas na Fazenda São Lourenço, na região do Paiaguás, a 160 quilômetros de Corumbá.

Segundo as autoridades, os equipamentos apreendidos seriam usados para a caça de animais silvestres da região pantaneira.

A ação foi um desdobramento da Operação Jaguar, desencadeada no mês de maio e que levou para trás das grades Beatriz Rondon, dona de uma fazenda onde foi flagrado o suposto esquema de safáris no Pantanal. A fazendeira foi posta em liberdade após pagar fiança.

Segundo o Ibama, foram apreendidas armas longas, típicas para caça, além de outras de uso restrito das Forças Armadas, como um fuzil 30.30 e um revólver 357. Nenhum indício de caça, como couro de animais, foi encontrado no local. Porém, o Ibama acredita que ali já foi um local de caça, devido também às armadilhas e outras evidências encontradas.

Por conta da cheia no Pantanal, a equipe composta por três agentes da PF, dois militares da PMA e um agente ambiental do Ibama chegou até a fazenda em um helicóptero Pantera, cedido pelo Exército.

Dois funcionários da fazenda foram levados até a Delegacia da Polícia Federal de Corumbá para prestarem depoimentos. Eles disseram que as armas são do dono do local, um fazendeiro campo-grandense que seria colecionador. Ele não teve o nome divulgado.

Ainda conforme o Ibama, outras propriedades da região estão sendo investigadas. Segundo o órgão, um ‘leque’ se abriu após as primeiras denúncias da Operação Jaguar.

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