Polícia

Moradores do Santo Amaro reclamam de onda de roubos e cobram mais policiamento

A população do Bairro Santo Amaro reclama da onda de assaltos e roubos. A situação mais crítica é a dos moradores do entorno da Praça Thomas Bernal que sofrem, principalmente, nos finais de semana com o barulho promovido por grupos de jovens que atravessam a madrugada ouvindo música em alto volume, além de consumir bebidas […]

Arquivo Publicado em 10/11/2011, às 16h08

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A população do Bairro Santo Amaro reclama da onda de assaltos e roubos. A situação mais crítica é a dos moradores do entorno da Praça Thomas Bernal que sofrem, principalmente, nos finais de semana com o barulho promovido por grupos de jovens que atravessam a madrugada ouvindo música em alto volume, além de consumir bebidas e drogas.


Apesar de a praça ter sido revitalizada há dois anos, os sinais de abandono aparecem na grama não aparada, em telhas quebradas do coreto e nos brinquedos estragados do parquinho. Além disso, há queixas contra a aglomeração noturna de jovens, que segundo moradores se reúnem para beber e usar drogas.


O vereador Cristóvão Silveira vai acompanhar uma comissão de moradores numa reunião com o comandante da Polícia Militar, coronel Carlos David, para reivindicar reforço no policiamento, com maior número de rondas.


O comerciante André Eredia, que há mais de 40 anos mora e mantém uma mercearia na esquina das ruas Jerusalém e Poxoréu, é um dos mais revoltados com a situação. Ele lembra que “na noite de domingo para segunda-feira, ninguém dormiu aqui na rua. Um grupo de desocupados varou à noite sentado na minha calçada, bebendo e fazendo não sei mais o que. Liguei mais de uma vez para a polícia e nenhuma viatura apareceu”.


Embora a Polícia Militar mantenha um pelotão na Coophatrabalho (bairro próximo) “seu” André garante que quase todos os moradores já foram vítimas de roubos e furtos, ele próprio, duas vezes só neste ano.


Os moradores atribuem a grande incidência de furtos a presença nas ruas de jovens e menores viciados em drogas. “Praticamente em quase toda rua tem uma boca de fumo. A droga é vendida a luz do dia”, denuncia Eduardo Florêncio, morador do bairro desde 1975.


Segundo ele, “praticamente todos os vizinhos foram vítimas dos marginais. Os ladrões entraram na casa da minha filha, embora tenha cerca elétrica”, finaliza.

Jornal Midiamax