Polícia

Intestino preso não é hereditário, mas depende do hábito familiar, diz médica

A gastroenterologista e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Luciana Lobato respondeu às perguntas sobre intestino preso depois do programa Bem Estar desta quinta-feira (17). Ela disse que esse problema não é hereditário, mas depende do ambiente natural, da comida que é consumida e dos hábitos de cada família. Segundo a médica, intestino […]

Arquivo Publicado em 17/03/2011, às 18h55

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A gastroenterologista e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Luciana Lobato respondeu às perguntas sobre intestino preso depois do programa Bem Estar desta quinta-feira (17). Ela disse que esse problema não é hereditário, mas depende do ambiente natural, da comida que é consumida e dos hábitos de cada família.


Segundo a médica, intestino preguiçoso não atrapalha o emagrecimento, não engorda nem aumenta a barriga – exceto por inchaço. Ela explicou que as idas ao banheiro costumam diminuir logo após uma cirurgia, porque o jejum, o repouso, a comida do hospital, a ingestão de menos líquido e a intervenção em si podem dificultar esse processo. Passado o período de recuperação, a pessoa volta para casa, recupera os hábitos e também a regularidade com que faz cocô.


Luciana revelou que intestino preso pode causar fissuras e feridas no ânus em caso de fezes muito grossas ou até hemorridas, se a força for grande demais. Não ir ao banheiro com frequência, porém, não causa câncer de intestino, mas pode ser consequência de um. Essa doença costuma ocorrer em pessoas com mais idade, que estão emagrecendo ou evacuam sangue.


Intestino preguiçoso não provoca espinhas, afirmou a especialista. Na verdade, é uma alimentação à base de comidas gordurosas e fast-food que pode desencadear a acne. Durante a adolescência, problemas hormonais podem prejudicar a regulação do intestino.


Os exercícios indicados para quem tem esse problema são os aeróbicos, como caminhada, natação ou hidroginástica. Musculação não apresenta efeito nesse sentido. Já o abdominal ajuda na contenção da barriga, deixa a musculatura tensa e mantém o intestino mais bem posicionado.


A desregulação do intestino na gravidez também é comum, destacou a médica. De acordo com ela, 26% das mulheres têm essa manifestação durante os nove meses, algo que está associado à progesterona, um hormônio da gestação que relaxa a musculatura do intestino. Quem faz reposição de ferro nesse período também pode sofrer com isso. Por isso, Luciana recomendou o consumo de água e fibras e a prática de caminhadas. Remédios na gravidez, só com prescrição médica.


Fazer cocô com mais frequência na fase pré-menstrual e menstrual é normal, esclareceu a gastroenterologista. É algo fisiológico decorrente de mudanças hormonais. Já comer muito rápido faz mal não só ao intestino, mas a todo o aparelho digestivo. Ao fazer isso, a pessoa engole pedaços muito grande de alimentos e muito gás, o que faz com que a barriga cresça, ocorra gases e distensão abdominal.


Por fim, Luciana disse que os iogurtes que prometem melhorar o funcionamento do intestino realmente recuperam e estimulam a flora intestinal. Vale a pena inserir esse item na dieta, mas não isoladamente. É importante consumir produtos à base de fibras. Segundo ela, 90% dos brasileiros com prisão de ventre enfrentam o problema por má alimentação, sedentarismo e hábitos de vida inadequados. Os demais devem procurar um médico.

Jornal Midiamax