O confirmou nesta quinta-feira, 11, que suas forças navais tomaram posse de um navio petroleiro no Golfo de Omã, horas após o relato de que a 14embarcação foi abordada por homens armados e uniformizados.

A agência estatal de notícias Irna informou brevemente que a marinha iraniana assumiu o controle do navio, sem identificá-lo, afirmando que a ação foi em cumprimento a uma ordem judicial. As suspeitas recaíram imediatamente sobre o Irã, pois o navio, anteriormente conhecido como Suez Rajan, esteve envolvido em uma disputa que durou um ano, durante a qual o Departamento de Justiça dos confiscou 1 milhão de barris de petróleo iraniano que transportava.

A captura ocorreu também após semanas de ataques dos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, à navegação no Mar Vermelho, incluindo sua maior ofensiva com drones e mísseis na terça-feira, 9, à noite. Isso aumentou o risco de possíveis ações de retaliação pelas forças lideradas pelos Estados Unidos que patrulham a via navegável crucial, especialmente depois que o Conselho de Segurança da ONU votou na quarta-feira, 10, condenando os houthis, enquanto autoridades de Washington e alertam sobre as possíveis consequências de suas ações.

A agência de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO), que emite alertas para navegação no Oriente Médio, afirmou que o incidente começou nas águas entre Omã e Irã, uma área frequentada por navios que entram e saem do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

O grupo, administrado pelo exército britânico, explicou que recebeu um relato do chefe de segurança do navio, que ouviu “vozes desconhecidas por telefone” junto com a do capitão. As tentativas de entrar em contato com o navio foram malsucedidas, e os homens que abordaram o navio vestiam “uniformes militares pretos e máscaras negras”, acrescentou a UKMTO.

De acordo com a empresa de inteligência privada Ambrey, “entre quatro e cinco pessoas” abordaram o navio, identificado como o petroleiro St. Nikolas. Os homens cobriram as câmeras de segurança ao subirem a bordo, acrescentou.

(Agência Estado)