Integrante do Conselho do Fed defende subir juro em março, mas não crava tamanho

Ela disse "ainda é cedo" para decidir se o aumento apropriado será de 25 ou 50 pontos-base
| 21/02/2022
- 18:00
Michelle Bowman
Michelle Bowman - Divulgação

Integrante do Conselho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Michelle Bowman afirmou que defende um aumento do juro nos em março, mês da próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Ela disse "ainda é cedo" para decidir se o aumento apropriado será de 25 ou 50 pontos-base, mas que ficará atenta a indicadores para responder a esta pergunta no mês que vem.

Durante evento da Sociedade de Banqueiros Americanos nesta segunda-feira, Michelle Bowman ainda considerou adequado elevar mais vezes o juro nos meses seguintes, caso a economia americana evolua "como esperado".

Segundo ela, os dados recentes da economia norte-americana, como a alta da inflação ao seu maior nível anual em 40 anos, aumentou a urgência pela elevação do juro e aperto da política monetária em geral.

A dirigente creditou aos problemas na cadeia de suprimentos parte da inflação atual, mas disse que a forte demanda, que pode ser mirada pelo Fed, também impulsionou os preços. Além da alta do juro, a redução do balanço de ativos deve começar "nos próximos meses", enquanto outras medidas de aperto devem ser necessárias em 2022, previu Michelle Bowman. "Meu cenário-base é de moderação da inflação, mas isso depende, em parte, da ação do Fed", disse.

Segundo ela, é certo que a inflação seguirá alta até o fim do primeiro semestre, e há "risco substancial" de que o cenário atual persista na segunda metade do ano. Neste contexto, apertar a política monetária sem pressionar a forte expansão da atividade é o "principal desafio" do BC norte-americano.

Michelle Bowman espera que o dos EUA siga forte e apertado este ano, com as pressões salariais e de outras compensações não reduzindo tão cedo.

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