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Sem provas, Keiko Fujimori alega suposta fraude na apuração das eleições no Peru

A candidata apresentou fotos e vídeos para respaldar sua denúncia
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Depois de ver sua desvantagem se ampliar a mais de 100 mil votos, a candidata presidencial Keiko Fujimori denunciou nesta segunda feira, 7, sem provas, uma suposta “fraude sistemática” nas eleições presidenciais do Peru, indicando uma série de supostas irregularidades que atribui ao partido Peru Libre, de seu rival Pedro Castillo.

Em entrevista coletiva, Fujimori afirmou ter detectado uma série de irregularidades no processo eleitoral realizado no último domingo, 6. Entre as acusações de Fujimori estão a impugnação de atas que supostamente demonstrariam sua vantagem e a fraude de 87 cartões de identificação por parte de um funcionário do partido Peru Libre. A candidata apresentou fotos e vídeos para respaldar sua denúncia. Eles não tiveram sua veracidade comprovada até o momento.

Com 96% das urnas apuradas, Castillo liderava a corrida (50,2%). Fujimori tinha 49,7%.

“Há uma intenção clara de boicotar a vontade popular”, disse Fujimori, pedindo que denúncias de casos semelhantes sejam compartilhadas nas redes sob o slogan #FraudeEnMesa. “Não é que estejamos preocupados com a nossa candidatura, é com a defesa do futuro do nosso país”, disse.

O candidato à vice-presidência na chapa de Fujimori, Luis Galarreta, disse na entrevista coletiva que uma família inteira, partidária de Castillo, compareceu à mesa de votação de uma das seções eleitorais. Além disso, ele destacou que têm mais de 1 200 atas contestadas, nas quais Fujimori lidera a votação.

Fujimori afirmou que ainda está otimista. “Sabemos que as atas que chegam de compatriotas no exterior precisam ser contadas e confiamos que a votação será equilibrada”, disse ela.

Dias antes das eleições presidenciais de domingo, o assessor eleitoral do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Luis Martínez-Betanzos, disse à agência EFE que “não há nada nem ninguém que tenha prejudicado a credibilidade” do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) ou o Júri Eleitoral Nacional (JNE), os mais altos órgãos eleitorais do país.

“Vejo ataques dos dois lados, mas não há fraude. A fraude eleitoral em qualquer país só pode ser organizada e instruída pelo Executivo e aqui o governo está administrando (as eleições) de forma impecável e leal à democracia”, disse o assessor.

Em vez disso, Betanzos apontou algumas informações publicadas “irresponsavelmente” pela mídia ou divulgadas nas redes sociais com ataques tanto ao JNE quanto ao ONPE com a pretensa intenção de minar sua credibilidade.

O JNE compartilhou no Twitter nesta segunda-feira um documento da Missão Observadora da União Interamericana de Organizações Eleitorais (Uniore) onde “reconhece que o processo eleitoral realizado em 6 de junho foi organizado corretamente e com sucesso de acordo com as normas nacional e internacional”.

Em comunicado publicado na noite de segunda-feira, Castillo pediu que a ONPE “cuide da correta proteção de dados dos votos”. Além disso, clamou para que ocorra “maior diligência” no cumprimento das funções. (Com agências internacionais).

 

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