Mais 12 pessoas morreram e 15 ficaram feridas em consequência de oito tiros dados pelo Exército Nacional Afegão, no mesmo dia, também na capital.

O uso de armas de combate em áreas povoadas por civis é “indiscriminado” e pode constituir “crime de guerra”, acusa a Amnistia Internacional.

A secretária-geral da organização pediu que o Tribunal Penal Internacional investigue os atos cometidos pelos militares dos Estados Unidos e do Afeganistão “para que sejam apurados possíveis crimes de guerra”.

“O povo afegão já sofreu demasiado, e as vítimas devem ter acesso à Justiça e receber indenizações”, disse Agnés Callamard.

A organização pede aos talibãs e aos Estados Unidos que cumpram as obrigações e estabeleçam mecanismos claros e sólidos para que os civis possam solicitar ajudas pelos danos sofridos durante o conflito.

“As autoridades talibãs têm agora a mesma obrigação legal de proporcionar reparações e devem abordar com seriedade todas as questões relacionadas com danos a civis”, concluiu Callamard.

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