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Ex-diretor de TV Publica no Paraguai é preso por tráfico internacional de cocaína

Em apenas um dos seis contêineres de carvão vegetal foram encontrados 2.327 quilos de cocaína. A investigação feita pelo delegado Gilberto Fleitas, diretor contra o Crime Organizado da Polícia Nacional do Paraguai, foi deflagrada há cerca de meses e conta com o apoio da Bélgica. O diretor da TV Pública do Paraguai,  Cristian Turrini , […]

Marcos Morandi Publicado em 20/10/2020, às 07h41

Droga estava misturada em sacos de carvão. (Foto: Divulgação)
Droga estava misturada em sacos de carvão. (Foto: Divulgação) - Droga estava misturada em sacos de carvão. (Foto: Divulgação)

Em apenas um dos seis contêineres de carvão vegetal foram encontrados 2.327 quilos de cocaína. A investigação feita pelo delegado Gilberto Fleitas, diretor contra o Crime Organizado da Polícia Nacional do Paraguai, foi deflagrada há cerca de meses e conta com o apoio da Bélgica.

O diretor da TV Pública do Paraguai,  Cristian Turrini , durante o governo de Federico Franco (2012-2013) está preso e é considerado pela polícia com um dos principais líderes da organização criminosa que usa empresas de transportes de carvão vegetal para enviar grandes cargas de cocaína para a Europa e também para o Oriente Médio.

Segundo a polícia em informações dadas ao conforme o ABC Color, o carregamento, cuja origem seria a Bolívia, tinha como destino Israel. Apenas em um dos seis contêineres da empresa Impulso foram encontrados 2.327 quilos da droga, número recorde no país, e outros cinco ainda não foram abertos.

“Hoje pela manhã os outros contêineres serão abertos. No total são seis contêineres da mesma empresa (…) O maior percentual (de cocaína) chega da Bolívia, presumimos que vem daquele país, geralmente vem por via aérea. Ultimamente temos tido muitos casos, inclusive um caso em que o avião foi incinerado, acreditamos que parte da carga possa ter vindo de lá ”, disse o comissário.

Fleitas disse que a droga apreendida até agora representa um prejuízo de pelo menos US $ 600 milhões, cifra multimilionária que pode aumentar. A operação teve início na manhã desta segunda-feira e  está a cargo do Departamento Antinarcóticos e da Unidade de Inteligência Sensível (SIU), da Polícia Nacional, da Coordenação Administrativa de Investigação Aduaneira  e do Ministério Público.

Jornal Midiamax