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‘Era só sangue e corpo’: brasileiras relatam tiroteio em escola nos EUA

Aluna conta que se escondeu em silêncio com medo de atirador

Joaquim Padilha Publicado em 15/02/2018, às 13h43

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Aluna conta que se escondeu em silêncio com medo de atirador

A estudante brasileira Melissa Camilo, de 15 anos, está entre as centenas de adolescentes que presenciaram o tiroteio na escola Marjory Stoneman Douglas, nesta quarta-feira (14), que resultou na morte de 17 pessoas.

Ela conta que a única coisa que fez ao ouvir os tiros foi correr em direção à parede da sala e ficar em silêncio. “A gente ficou bem quietinho para ele não escutar nada, não saber que tinha gente na nossa sala”, contou Melissa à Folha de S. Paulo.

A adolescente estuda seu primeiro ano na escola. Ela estava na sala em frente a que Nikolas Cruz, 19 anos, ex-aluno da instituição, entrou e começou a atirar com um fuzil AR-15. Professores e estudantes estão entre as vítimas.

Nenhum brasileiro foi morto, mas muitos estavam na escola. O bairro da instituição, na Flórida, é bastante popular entre imigrantes. Melissa lembra do horror ao sair do colégio. “Quando a gente saiu no corredor, era só sangue e corpo”.'Era só sangue e corpo': brasileiras relatam tiroteio em escola nos EUA

Muitos estudantes ficaram traumatizados com o tiroteio. A brasileira Kemily Santos Duchini, 16 anos, conta que saiu do colégio só com a roupa do corpo e o celular. “Ficou bolsa, carteira, chave do carro. Estamos em choque até agora”, diz.

“Os policiais falaram: sim essa linha e não olhem para trás. Mas muita gente olhou. Eram só corpos”, conta também a brasileira Fabiana Santos, mãe de uma das estudantes do colégio.

A Marjory Stonema Douglas suspendeu as aulas pelo resto da semana, e ofereceu suporte de psicólogos a alunos e familiares. A identidade das vítimas só foi revelada pela polícia na manhã desta quinta-feira (15).

Jornal Midiamax