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Trump chama de ‘repugnantes’ neonazistas, KKK e grupos que pregam supremacia branca

Assunto virou polêmica

Aliny Mary Dias Publicado em 14/08/2017, às 16h55

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Assunto virou polêmica

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (14) que determinou uma investigação sobre o ataque que matou uma mulher em Charlottesville, e assegurou que os envolvidos no incidente serão punidos.

“O racismo é maligno e aqueles que causam violência em seu nome são criminosos e bandidos, incluindo KKK, neonazistas, supremacistas brancos e outros grupos de ódio que são repugnantes para tudo o que defendemos como americanos”, disse Trump na Casa Branca.

A investigação, segundo Trump, vai envolver o FBI e o procurador-geral do país, Jeff Sessions. “Não vamos poupar recursos parar proteger cidadãos americanos”, garantiu, dois dias após os confrontos.

No sábado (12), Charlottesville foi palco confrontos de integrantes da supremacia branca com grupos anti-extremistas. Um homem de 20 anos jogou o carro que dirigia contra um grupo que protestava contra a supremacia branca, matando uma mulher e deixando pelo menos 19 feridos.

Pressão

Desde o começo do final de semana, Trump está sob intensa pressão política, tanto de democratas quanto dos próprios republicanos.

Ele foi criticado por não ter nomeado os grupos extremistas em sua declaração logo após os confrontos em Charlottesville. No sábado, o republicano em sua conta oficial no Twitter afirmou: “Nós todos devemos estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio. Não há lugar para esse tipo de violência na América. Vamos continuar unidos”, declarou.

Na avaliação dos críticos, a mensagem divulgada no sábado deixou implícita uma condenação tanto dos manifestantes de extrema direita quanto dos anti-extremistas pelos violentos confrontos em Charlottesville, na Virgínia. Até mesmo membros do Partido Republicano estavam entre os críticos.

No domingo (13), a Casa Branca divulgou uma nota dizendo que o chefe de estado estava condenando todas as formas de “violência, intolerância e ódio” quando falou sobre os confrontos em Charlottesville, incluindo “supremacistas brancos, Ku Klux Klan, neonazistas e todos os grupos extremistas”.

Jornal Midiamax