Tribunal internacional julgou Hissène Habré por crimes contra a humanidade

Um tribunal especial africano com sede no Senegal condenou, nesta segunda-feira (30), o ex-ditador do Chade, Hissène Habré, à prisão perpétua por crimes contra a humanidade. Habré era conhecido como o “Pinochet africano”, por seu governo autoritário e pelos crimes contra a humanidade. Ele tem 15 dias para apelar da decisão, de acordo com o jornal português Diário de Notícias.

O presidente do tribunal, Gberdao Gustave Kam, considerou o ex-presidente chadiano como culpado por crimes contra a humanidade, violação, escravidão e rapto. As investigações apontam que ao menos 40 mil pessoas foram mortas pelo regime de Habré, que durou de 1982 a 1990 e foi marcado por intensa repressão a adversários políticos e a grupos étnicos minoritários.

Habré não esteve presente no tribunal, alegando que não reconhecia sua autoridade, segundo o periódico lusitano. Durante o processo, testemunhas ouvidas relataram situações pelas quais passaram nas prisões do Chade, como sessões de tortura comandadas pela polícia secreta de Habré. A defesa argumentou que o ditador poderia desconhecer os crimes.