Segundo as leis paraguaias, por sua idade, Leoz não pode ser preso sem uma condenação judicial

O ex-presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, se colocou nesta sexta-feira à disposição da justiça paraguaia através de uma nota apresentada por seu advogado ao procurador-geral do Estado, informaram fontes judiciais à AFP.

O cartola afirmou que, diante das investigações que o envolvem em supostas ações de corrupção quando atuava como dirigente da Conmebol e da Fifa e diante de um pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos, se encontra disponível para prestar esclarecimentos à justiça em Assunção, capital do Paraguai.

Junto à nota, Leoz entregou um documento de identidade e um comprovante médico de que se encontra internado no hospital privado Migone, de sua propriedade.

O ex-dirigente, de 86 anos, disse que espera que a procuradoria lhe conceda uma audiência e disponha de medidas alternativas para o processo.

Segundo as leis paraguaias, por sua idade, Leoz não pode ser preso sem uma condenação judicial.

O paraguaio é acusado pela justiça dos Estados Unidos por conspiração para participar em atividades de crime organizado, lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

Em breve declaração a jornalistas, o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga, afirmou que “independentemente do que aconteça com Leoz, é preciso reconhecer o que ele fez pelo país”, referindo-se ao fato da sede permanente da Conmebol ser em Luque, subúrbio de Assunção.