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Ansiedade de Desempenho: dicas para lidar com quadro que cresceu na pandemia

Ansiedade, mudanças devido ao isolamento social, medos e outros sentimentos ficaram mais latentes e estão sendo vistos com mais atenção

Carlos Yukio Publicado em 27/08/2020, às 09h29

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Ansiedade de Desempenho: dicas para lidar com quadro que cresceu na pandemia

Com a pandemia do coronavírus, a saúde mental ganhou um novo status na população mundial. Ansiedade, mudanças comportamentais devido ao isolamento social, medos e outros sentimentos ficaram mais latentes e estão sendo vistos com mais atenção pelas pessoas no dia a dia e também pelos profissionais da Psicologia.

Neste momento em que a área de atuação tem sido cada vez mais valorizada, o Dia do Psicólogo, comemorado nesta quinta-feira (27), torna-se ainda mais importante e abre espaços para a discussão de temas relevantes. Prova disso, o pico de pesquisas por atendimento psicológico nos últimos 12 meses aconteceu em março desse ano, quando o País estava iniciando a quarentena, seguindo informações do maior site de buscas da internet.

Segundo o Conselho Federal de Psicologia, 51.747 novos profissionais solicitaram entre março e abril a autorização para atendimentos virtuais, número recorde até o momento. A coordenadora do curso de Psicologia da Uniderp, Gislene Pereira, explica que embora a prática já acontecesse, não era comum. “O atendimento online já existia, mas na pandemia houve uma intensificação deste formato, tornando-o uma ampliação de carreira do psicólogo”, afirma.

A sessão virtual pode ser uma tendência para a carreira, segundo projeção de Gislene. “É importante lembrar que a transformação digital está impactando todas as profissões e, na área da psicologia, os recursos e ferramentas disponíveis atualmente mostram possibilidades de demandas do futuro profissional. O formato remoto é flexível para o psicólogo e cômodo para o paciente. Além disso, pode auxiliar pessoas que moram em locais em que não há o profissional na cidade e, desde que respeite as questões éticas e havendo o cuidado na escolha de profissionais qualificados, é possível realizar o atendimento com qualidade”, complementa.

Na internet, pode-se encontrar informações sobre qualquer tema. Por esse motivo, a professora da Uniderp alerta para a necessidade de cuidados e da análise de cada caso antes de uma avaliação mais detalhada. “Considerando a facilidade de acesso a todo tipo de informação por meio da internet e das redes sociais, há sim o risco de uma psicologia rasa, ou seja, métodos apenas para melhoria de sintomas, mas sem tratar as causas. O contato humano, principalmente em casos de crises graves, ainda se faz necessário, para tratar o problema existencial. As ferramentas virtuais trazem vantagens, mas é necessário avaliar cada caso para entender a demanda do paciente, antes de definir o melhor caminho”, finaliza.

Dicas para vencer a ansiedade de desempenho

A chamada ansiedade de desempenho pode ser definida como uma cobrança pessoal que exige uma performance muito acima da avaliação que uma pessoa faz sobre ela mesma, tendo como característica principal as exigências e críticas pessoais excessivas, além do perfeccionismo, que pode aparecer no trabalho, nos relacionamentos e até mesmo na vida sexual. Algumas técnicas simples podem apoiar, juntamente com tratamentos psicológicos, aqueles que têm enfrentado sintomas de ansiedade durante esse período de adversidades e que podem ser mais intensos em determinados momentos do dia.

Dica 1: Realizar a respiração quadrada, uma tarefa que consiste em inspiração, pausa cheio, expiração e pausa vazio. O movimento pode ser feito da seguinte forma: inspiramos contando até quatro, seguramos o ar nos pulmões por mais quatro segundos, expiramos por mais quatro segundos e seguramos sem ar contando até quatro. É importante que a respiração quadrada seja realizada enquanto treino e não somente nos picos de ansiedade.

Dica 2: Entender que a ansiedade atinge um ápice, mas depois abaixa naturalmente, lembrando que o ápice depende da história de vida e da construção psíquica de cada um. Por isso, é importante reconhecer quais os sinais do corpo e da mente que já estão em sofrimento: ficar sem ar, respiração mais curta e pensamentos acelerados são exemplos comuns.

Dica 3: Trilhar um caminho de autocompaixão em vez de julgamento. Um exercício importante neste momento é pensar sobre você o mesmo que se pensa de uma pessoa querida. Por exemplo: se algo negativo acontecesse com alguém que gostamos, o que falaríamos para essa pessoa? Em vez da cobrança dura, é importante visualizar quais conselhos de compaixão poderiam ser aplicados para nós mesmos.

Dica 4: Por fim, vale dizer que embora muitos consigam conduzir sozinhos melhorias relacionadas à ansiedade, é natural precisar de ajuda profissional – e não há nenhum mal nisso. “A condição interna de cada um é diferente e buscar ajuda de um psicólogo não torna a pessoa mais frágil, ao contrário, demonstra o cuidado consigo, fundamental para a saúde mental. É importante entender que o profissional da área pode ter um papel importante para tornar esse processo mais leve”, finaliza Gislene Pereira, coordenadora de Psicologia da Uniderp.

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