“Adoro falar dos meus peludos”, diz Renata Portela, de 27 anos, que largou a carreira de jornalista policial no ano passado e se mudou para Iguatemi, a 468 quilômetros, no sul do Estado. Ela deixou Campo Grande para acompanhar o noivo que passou em um concurso da Prefeitura daquele município. Ela, que teve o primeiro mascote aos 24, hoje tem 4 cães.

Junto com o noivo, o veterinário Pauliclei de Andrade Oliveira, de 26 anos, Renata tem a Yuki, uma Husky Siberiano de 4 anos, que foi a primeira a entrar para a família. Depois veio o Apolo, um Border Collie de 2 anos e meio. Já em Iguatemi, eles adotaram a Pitucha, uma Pinscher de 5 anos e o Stallone, um Pug de 3 meses.
“Em Campo Grande meus ‘catioros’ viviam em um quintal muito pequeno, pouco espaço com grama. Aqui a gente tem um gramadão, eles curtem bastante. A Yuki já era do meu noivo quando fui morar com ele. O Apolo, compramos de um amigo em janeiro de 2016, ele tinha só 4 meses. A Pitucha adotamos aqui em Iguatemi, já no fim do ano passado. E o Stallone adotamos há um mês mais ou menos”, detalha Renata explicando que os quatro cães se dão muito bem.
Personalidades dos cães

Como uma mãe que fala dos filhos, Renata descreve a personalidade de cada um de seus cães. “A Yuki tem uma personalidade de gato. Ela tem o momento dela, quer carinho no tempo dela e prefere ficar sozinha em grande parte do tempo”, diz da Husk Siberiano.
“O Apolo é muito carinhoso e carismático. Todos meus amigos são apaixonados por ele”, descreve sobre o Border Collie que é considerada a raça de cães mais inteligentes do mundo. “Olha, de tão inteligente ele chega a ser sem vergonha. Ele é aquele típico cachorro que, quando sabe que fez coisa errada, se esconde e fica fazendo aquela carinha de desentendido”, acrescenta.
Renata conta que com 4 meses ele já sabia a maioria dos comandos, o que impressionava a todos. “Sabe sentar, dar pata direita ou esquerda, deitar, fingir de morto, rolar, ficar em pé, rodar e o comando que eu mais amo é quando eu digo ‘dá um abraço’, ele vem, pula e dá um abraço na gente. Nem sei como ele aprendeu isso, não ensinei de propósito e acho lindo”, conta.
“A Pitucha é uma Pinscher diferentona. Não tem aquele estresse comum da raça. Ela é bem tranquila, parece uma pessoinha. E o Stallone, que é o pug, é bem inteligente para a pouca idade dele. Parece um cão adulto. Ele já sabe o que é certo ou errado, sabe comandos como ‘senta’, ou ‘espera’, para quando eu sirvo a ração”, relata.
Nova carreira
Renata precisou de preparação para deixar o jornalismo e tocar um petshop. “Fiz cursos do Sebrae e vim na cara e na coragem. Ainda estou aprendendo muito sobre como tocar a loja”, explica.

Trocar a Capital pelo interior também foi um desafio, mas descobriu o lado bom. “Já, mudar de cidade foi uma experiência bem assustadora no começo e que agora gosto bastante! Aqui é tranquilo, tudo é mais perto, é mais seguro, as pessoas são mais receptivas”, enumera.
Além de fazer o atendimento no petshop, Renata também auxilia o noivo nas consultas veterinárias. “A ideia foi ele ter o consultório veterinário e eu cuidar da loja, mas hoje acabo ajudando ele também nas consultas. Eu trabalhava com jornalismo policial e via fotos de pessoas mortas, acidentes feios, e isso já não me afetava mais. Mas ver um cachorrinho ou um gatinho doente, às vezes em situações bem complicadas é bem difícil”,
Voltar para o jornalismo? Talvez no futuro. “Não está nos meus planos, pelo menos por enquanto. Tem horas que eu sinto saudade, a gente tem muitos amigos policiais na cidade e às vezes eu conto os ‘causos’ e fico lembrando como eu gostava do que fazia. Quando o pessoal daqui ouve que fui eu quem escreveu a matéria do ‘lobisomem de Iguatemi’ eles gostam e me dá aquela vontade de voltar a escrever”, finaliza.
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