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ONG internacional trabalha durante Olimpíadas para salvar mais de 100 gatos no Rio

Animais estão no Maracanã e 40 já foram salvos

Daiane Libero Publicado em 09/08/2016, às 12h48

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Animais estão no Maracanã e 40 já foram salvos

Quem está envolvido com os Jogos Olímpicos do Rio 2016 pode não saber, mas entre os corredores do Maracanã vivem mais de 100 gatos abandonados. Pensando nesse cenário, a ONG internacional WAP (World Animal Protection) trabalha com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos para realizar um manejo humanitário dos animais afetados pelo megaevento.

Animais fracos e feridos estão sendo resgatados, totalizando 40 felinos até o momento. “Eu estou muito feliz, agradeço muito à ONG por ter olhado para os gatos do Maracanã. São as primeiras pessoas que estão olhando”, diz a protetora animal Natalia Kingsbury, que já trabalha com a colônia felina do estádio há 20 anos. 

Todos os animais estão sendo levados a clínicas veterinárias parceiras para serem castrados ou esterilizados, vacinados, vermifugados e transferidos para um abrigo temporário, construído especialmente para a Rio 2016. “Estamos trabalhando incessantemente para manter os animais seguros durante os Jogos, mas nossa maior esperança é que cada um deles possa encontrar uma família amorosa e responsável”, comenta Rosangela Ribeiro, gerente de programas veterinários da World Animal Protection.

A ONG está organizando uma série de feiras de adoção para cães e gatos resgatados próximos às instalações olímpicas, em parceria com a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais. Segundo dados da WAP, um dos resgates mais emocionantes da operação foi de um gato macho e amarelo, ainda sem nome. Com um ferimento grave em uma das patas dianteiras, o animal é conhecido de Natalia, que já tentou capturá-lo diversas vezes. “Toda vez que eu trazia o equipamento, ele desaparecia”, conta ela.

Nesta quinta-feira (4), ela acompanhou uma das equipes de resgate no Maracanã e conseguiram fazer com que o felino entrasse na armadilha. “Ele veio andando lá de trás, com dificuldade. Mas ele estava com muita fome, acabou caindo na armadilha”, lembra ela. O gato foi levado para uma clínica parceira, onde teve a sua pata devidamente tratada. Os veterinários acreditam que a ferida seja resultado de brigas com outros gatos e que tenha infeccionado com o tempo. “É provável que a patinha dele não precise ser amputada e que ele consiga andar de novo”, comemorou Rosangela.

Abandono

O medo dos protetores que estão colaborando com a ONG é que o Maracanã volte a ser foco de abandonos após o fim dos jogos. “As pessoas nunca devem abandonar os seus animais. Especialmente no Maracanã, onde são sediados grandes eventos e existe uma grande concentração de pessoas. Os animais acabam feridos. Eles são completamente vulneráveis e dependem da ajuda humana. Abandoná-los é cruel e os submete à fome, doenças, maus-tratos e atropelamentos”, explica a gerente de programas veterinários da ONG.

Por isso, a World Animal Protection e o Comitê Organizador criaram uma campanha de conscientização sobre a guarda responsável de animais. A ação vem sendo desenvolvida especialmente entre a população que vive na área do Maracanã e em outras comunidades do Rio de Janeiro.

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