Time, Space, Existence

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É também de autoria do Atelier O’R o premiado projeto arquitetônico “Nova Sede para o Instituto Favela da Paz, com requalificação urbana do entorno”, que promove e estimula a sensação de pertencimento do lugar e integra na da nova sede obras de arte do artista plástico Alexandre Mavignier em suas fachadas. Atualmente o projeto do Atelier O´Reilly está listado entre os 10 projetos mais importantes da Bienal de Veneza, destacado entre os 110 trabalhos de 46 países, todos eles exatamente buscando soluções que urgem por reestabelecer uma relação saudável entre nós e o planeta.

Alexandre Mavignier, além de multiartista é também escultor, é autor da obra icônica do lançamento da Bienal da Amazônia, a Amazon Tears. Segundo o próprio artista, a obra “é uma representação orgânica abstrata, construída com 994 pedaços de carvões trazidos de incêndios florestais amazônicos, que denunciam a violência do homem contra ele mesmo e a natureza, que expõe a dor da Amazônia em devastação, presente na trama que arrasta entropia e da distopia “amazônica” com uma mão, e utopia “amazônida” com a outra”. A obra “Amazon Tears”, com seus 2 metros de diâmetro, é hoje uma das principais atrações, destaque da exposição na ilha, constando no mapa de Veneza da Bienal.

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Bienal de Arquitetura de Veneza 2021

A obra, que antecipa a temporada de queimadas que inicia, todos os anos, em meados de agosto, chama a atenção para o fato de que para a temporada de incêndios criminosos de 2021, o Brasil nunca antes esteve tão desaparelhado para o patrulhamento, fiscalização, controle e combate, bem como do ponto de vista legal absolutamente vulnerável através de uma série de decretos que atenuam multas e punições, o que seguramente pode piorar e muito o crescente número de focos incêndios na floresta ano a ano.

A “Amazon Tears” apresenta como forma a torção de uma ondulação dos rios voadores amazônicos, construída com pedaços de carvões, retirados de arvores incendiadas na floresta amazônica. Com dois metros de diâmetro e um metro e trinta de altura, pesando 80 kg, a obra inspirada nos rios voadores amazônicos, recebe um facho de luz que projeta a sombra do Gavião Real, maior ave dos céus da floresta, ambos em extinção.

 

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