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MidiaMAIS

Pisoteada gratuita em girassóis estava se repetindo, mas recado em canteiro resolveu: ‘Espalhe’

Da famosa plantação em uma fazenda ao canteiro da Paula, no bairro Rita Vieira, a situação foi a mesma, até que ela colocou a plaquinha
Graziela Rezende -
(Helder Carvalho/Jornal Midiamax)

A pisoteada gratuita que os campo-grandenses fizeram em uma famosa plantação de girassóis, por diversas vezes, na região do Indubrasil, levaram o dono a pedir mais cuidado e que, por favor, não arrancassem até o fim do plantio. A grande maioria respeitou, claro, e o lindo cenário de “mar amarelo” passou a compor selfies, ensaios de e por aí vai. De milhares de pés nesta fazenda, para o pequeno canteiro no , a situação foi a mesma, até que a professora universitária Paula Flud, de 49 anos, decidiu colocar a placa: “Se quiser roubar…vá em frente”.

É claro que este é só um trecho do recado, mas, ali a professora estava falando dos inúmeros transeuntes que passavam e pegavam os girassóis. E este nunca foi o problema, mas, a maneira como estavam arrancando as flores. Assim, quem passar pela Rua Maria Justina de Souza, avistará a planta que segue o sol, com os seguintes dizeres:

“Esta é a nossa encantadora plantação de girassóis. Se quiser roubar um para presentear alguém especial, vá em frente e espalhe o amor! Mas se for para estragar, mantenha-se distante e deixa a beleza florescer”.

Professora é apaixonada por flores e aprendeu a plantar sozinha (Helder Carvalho/Jornal Midiamax)

‘Estamos construindo um jardim lindo’, diz Paula

“Sempre achei muito legal mexer com o plantio de flores, é algo que estou repassando aos meus filhos, um adolescente de 12 anos e uma menina de três meses. E com isso estamos construindo um lindo, não só dentro de casa, mas, também no canteiro lá fora. E eu aprendi tudo na curiosidade, testando, conversando com o meu jardineiro. A gente começa a conversar, fazer umas loucuras, eu adoro”, afirmou Paula ao MidiaMAIS.

Segundo Paula, que mora no imóvel há cerca de três anos, a mudança no comportamento das pessoas ocorreu há cerca de três meses, desde que ela colocou a plaquinha.

Paula e a pequena Elis apreciando os girassóis (Helder Carvalho/Jornal Midiamax)

“Antes a galera pisava, acabava destruindo, arrancava de qualquer jeito. Agora o pessoal está pegando direitinho. Eu acho isso, de alguém passar, pegar uma flor e levar para quem ama. Aliás, eu comecei a plantar justamente por isso, porque viajava muito e, na volta, ficava pegando flores para minha mulher. Ela brincava que uma hora eu ia acabar sendo presa e, por isso, decidi fazer o meu próprio jardim de flores”, ressaltou.

Paula também ressalta que a intenção é repassar um pouco de educação ambiental aos filhos. “Gosto que meu filho saia do celular, faça algo diferente, suje as mãos com a terra, em vez de ficar no computador só jogando. E acho que estou conseguindo, ele adora, assim como a pequena. E para mim é excelente também. Meu momento de tirar o estresse do trabalho. O girassol precisa de muita água, sempre estou cuidando. As outras também, e daí eu passo um tempo cuidando do jardim”, argumentou.

Confira a entrevista no canteiro de girassóis:

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