“Parando para pensar, é mesmo bem curioso. Vivemos várias histórias diferentes desde que nossas filhas nasceram e, agora, nos encontramos por acaso com filhas de nomes iguais e que nasceram do mesmo obstetra. Há coisas que acontecem e não têm explicação”. É esta a reflexão da jornalista Izabela Cavalcanti, de 27 anos, após tanta gente comentar da coincidência dos nomes e o fato de nascerem pelas mãos do mesmo obstetra.

A união das meninas – irmãs do coração – começou um pouco antes, quando o amor novamente bateu na porta da Izabela, cinco anos após a separação do primeiro relacionamento. Desde o início, ela pensava em viver algo novo, porém, queria uma pessoa que já tivesse filho, já que ela não pretendia passar por uma nova gestação. Assim, a vida a presenteou com um companheiro e mais uma Lívia, a qual compartilha momentos maravilhosos em família.

(Izabela Cavalcanti/Arquivo Pessoal)

“No começo eu tinha receio das meninas terem ciúmes uma da outra, e nada disso aconteceu. Elas se deram super bem desde o primeiro dia, dividem o que ganham. É lindo de ver. E quando saímos juntos, nós quatro, pela primeira vez, as duas se deram bem logo de cara. Eu lembro que elas inventaram um juramento de irmãs para nunca brigarem já no primeiro dia”, relembrou.

Quando estão juntas, Izabela fala que raramente ocorre um desentendimento. “Elas mesmo falam: ‘Irmãs também brigam’. E aí já voltam a ficar bem, uma cuidando da outra, sendo carinhosa. Eu falo que a Lívia Mueller, de 7 anos, é a Lívia grande, apesar de não ser tão mais velha. Ela protege a menor, a Lívia Cavalcanti, de 5 anos, tentando ensinar as coisas, dá lanche, arruma para sair. Já a pequena é mais carinhosa. Vive beijando, abraçando e quer estar perto sempre. Elas dizem que são irmãs do coração”, comentou.

(Izabela Cavalcanti/Arquivo Pessoal)

Quando são chamadas, muitas vezes ocorre a confusão. “É até engraçado. E elas falam: ‘Eu ou a outra Lívia. E o pessoal também comenta da curiosidade delas nascerem pelas mãos do mesmo obstetra. E fico muito feliz, o Jakiel é um paizão para a minha Lívia, o pai do coração. Me ajuda em tudo com ela. Eu costumo falar que tenho duas Lívia’s agora. Quando saímos juntos, as duas fazem uma bagunça, riem e conversam alto, correm. A Lívia menor, geralmente, quer repetir o que a grande faz. Única brincadeira em comum que gostam é brincar no parquinho e correr”, ressaltou.

Por fim, a jornalista diz que sempre quis alguém que tratasse a filha com a mesma importância e o Jakiel [Mueller, empreendedor, de 43 anos] é esta pessoa, assim como ela é para a filha dele também. “É a minha filha do coração”, disse. E o namorado complementa: “Elas se dão bem desde o primeiro dia. São amigas e companheiras, e cuidam uma da outra. As duas juntas valem por dez Lívia’s”, finalizou.