Radialista, jornalista, bacharel em ciências econômicas e em ciências políticas, pesquisador, escritor e autor de nove livros e agora imortal da ASL (Academia Sul-Mato-Grossense de Letras). Sérgio Manoel da Cruz, que também foi deputado estadual e federal por Mato Grosso e também por Mato Grosso do Sul, foi eleito nessa quinta-feira (26), em Campo Grande.

Filho de um índio e uma negra – que se conheceram por morarem em uma aldeia e um quilombo vizinhos, Sérgio é natural de Salgueiro, Pernambuco, e radicou-se em em 1963. Durante esses sessenta anos no Estado, por seus trabalhos, recebeu os títulos de cidadão sul-mato-grossense, cidadão campo-grandense, além de cidadão douradense – por sua atuação político-educativa, apresentando o primeiro projeto para a criação da UFGD (Universidade Federal da Grande ), na dos Deputados – e cidadão Novo Horizontino do Sul pela sua luta em defesa dos brasiguaios.

O presidente da ASL, Henrique de Medeiros, destacou a vasta produção autoral do novo imortal, composta pelos livros ao Contrabando (1984), Pantanal – O Estado das Águas (1999), Por que mataram o doutor Ari (2001), Sangue de Herói (2002), Datas e fatos históricos do Sul de Mato Grosso ao Estado do Pantanal (2004), Sangue no Oeste (2021), Campo Grande, 150 anos de história (2022), História da Fundação de Mato Grosso do Sul (2022) e Campo Grande, força e luz (2023).

Na área artístico-cultural, Sérgio Cruz é compositor com músicas gravadas por Aurélio Miranda, Tostão e Guarani, Simona, Pininha e Verinha, Duo Glacial e José Bétio.

Como jornalista, tem enorme participação profissional; como radialista, foi apresentador de programas, comentarista político e locutor com grande audiência em dez rádios nas cidades de e Santo André – SP, – MT, Dourados e Campo Grande – MS e em duas emissoras de televisão em Campo Grande – MS.

Além disso, trabalhou em nove jornais de São Paulo e Mato Grosso do Sul, entre eles o Progresso, Diário da Serra, Tribuna, Jornal do Povo, Primeira Hora e Boca do Povo. Já ganhou o Prêmio MS de Jornalismo conferido pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul).

Ao se manifestar sobre a eleição para a ASL, Sérgio Cruz disse que “a representatividade, participação e pluralidade literocultural da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras é uma realidade incontestável no Estado”.

“Sinto um enorme orgulho de agora fazer parte desta Casa de Cultura que já abrigou nomes como Manoel de Barros, Maria da Glória Sá Rosa, Hélio Serejo, Wilson Barbosa Martins, Paulo Coelho Machado, Oliva Enciso e Demosthenes Martins, entre tantos outros inúmeros ícones históricos da nossa região”, disse.