Em um intervalo de oito meses, dois colchões diferentes apareceram jogados no mesmo local em Campo Grande e com o mesmo recado pichado de preto no acolchoado branco: “Fui corno”. O primeiro caso aconteceu em dezembro de 2022 e o segundo esta semana, e é claro que a situação deu o que falar na Capital. Mas, afinal, o que ou quem está por trás dos colchões de “corno” jogados na rua?

O local do descarte dos colchões de “corno” é sempre o mesmo: um terreno baldio bem localizado na Vila Sobrinho, nas proximidades de um atacadista, e usado por mais moradores (de forma indevida) como ponto para jogar lixo.

Há oito meses, em dezembro, o primeiro colchão deu às caras às vésperas do Natal. “Fui corno neste colchão”, dizia a mensagem pichada no objeto. Na época, todos pensaram que a história poderia ter algum fundamento e algum marido ou namorado muito chateado teria se livrado do colchão por ter sido “chifrado” em cima daquele estofado. Veja:

Colchões de corno
Colchão que deu início à polêmica – (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Agora, com o caso mais recente, a história começou a perder consistência no imaginário dos campo-grandenses. É que, em outro colchão e com a mesma letra da primeira pichação, o objeto desta semana apareceu (no mesmo ponto) com o seguinte recado: “Fui corno de novo”.

Tentando desvendar o mistério dos colchões de “corno”

Diante das evidências, os moradores têm apostado em duas hipóteses para desvendar os casos.

Será que por trás dessa história há mesmo algum namorado ou marido ressentido por uma possível traição, ou tudo não passa de uma brincadeira de algum engraçadinho que quer causar? Como ninguém identifica o “corno” autodeclarado que supostamente joga na rua os colchões em que foi traído, a hipótese de tudo ser uma brincadeira tem ganhado força.

Se ele já se autodeclara dessa maneira, por que não aparece para contar sua história? E ainda: como ninguém conhece e nem sabe quem seria o traído que descarta colchões na Vila Sobrinho? Será que é porque ele não existe? Ou existe e está se escondendo? Estas são algumas dúvidas que permeiam entre quem está acompanhando a trama.

Será que é isso? Vizinhos têm palpite para colchões de “corno”

De acordo com moradores da região, é comum que a área em que os colchões apareceram seja usada para descartes indevidos de lixos gerais, como objetos desgastados já sem uso e restos de comida. Por isso, vez ou outra, sofás, camas e outros móveis surgem naquele ponto.

Desse modo, os moradores montaram uma teoria que tem lá seu sentido. Eles acreditam que os dois colchões foram descartados por pessoas diferentes, em ocasiões diferentes, mas que as mensagens foram pichadas pelo mesmo sujeito.

Os recados avisando da suposta traição realmente parecem ter sido escritos pela mesma pessoa, já que a letra é muito semelhante, mas ninguém sabe de quem se trata. “Pode ser algum usuário [de drogas] ou simplesmente alguém que passa de carro ou mora aqui perto e tem a tinta spray, vê o colchão ali e escreve aquilo. Nada demais”, opina a dona de casa Cristina de Souza, vizinha do terreno.

“Ele viu um colchão da outra vez e quis brincar. Aí agora viu outro colchão e repetiu, eu acho que foi só isso”, reitera Gislene Gonçalves, que trabalha em uma loja na região.

Especulações

Por enquanto, o que ou quem está por trás dos colchões de “corno” jogados em rua de Campo Grande ainda é um mistério. Como ninguém conseguiu descobrir de quem se trata e ninguém se pronunciou assumindo a autoria, os moradores só conseguem especular possibilidades.

Qual seu palpite? Há mesmo um corno jogando colchões ou tudo não passa de uma peripécia de algum piadista? Sabe de algo e tem a chave que pode ajudar a desvendar esse mistério? Conte para o MidiaMAIS.

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*Material editado para correção de informações