De saltar aos olhos, a beleza da azulão-boia (Leptophis ahaetulla), também conhecida como cobra-cipó, foi registrada no sul-mato-grossense na última semana. Quem fez o flagra da serpente faminta abrindo a boca em proporções maiores que o próprio corpo para devorar uma presa foi o guia Edir Alves, na Fazenda San Francisco Pantanal, em .

Ao Jornal Midiamax, ele confirma que fotografou a cobra comendo um sapão, mas, o que chama atenção mesmo é a variação das cores do animal – fato que faz a serpente ser conhecida por mais de um nome.

“Muita gente chama de azulão-boia e outros chamam de cobra-cipó, porque esse animal tem uma variação muito grande da coloração. Às vezes o bicho é muito azul, mas em outra população ele é muito verde. É chamado também de cobra-cipó porque é um animal que fica nas árvores”, explica o biólogo Cláudio Machado.

Leptophis ahaetulla no Pantanal - (Foto: Edir Alves) cobra azulão-bóia pantanal
Leptophis ahaetulla no Pantanal – (Foto: Edir Alves)

Mais sobre a cobra azulão-boia

De acordo com Cláudio, a Leptophis ahaetulla ocorre em toda a América do Sul, do ao Uruguai, com o Brasil inteiro no meio do caminho.

Conforme o especialista, o animal é “esguio, bem comprido, que pode chegar a 1,20 metros de comprimento. A cabeça é bem destacada do corpo. O interessante dessa cobra é que ela tem três dentes maiores na parte de trás da boca, em cima, e isso facilita a alimentação”, destaca o apresentador do Papo de Cobra.

“A coisa mais característica desse bicho é que, quando ele se sente ameaçado, ele abre a boca e fica ameaçando o bote com a boca aberta para intimidar. É característica do animal que não tem veneno, te intimidar pelo comportamento”, detalha o biólogo.

E a espécie flagrada no Pantanal de MS não fez nada fora do comum, estava se alimentando de um sapo, a presa preferida de seu cardápio. “Ela se alimenta basicamente de anfíbios, mas não só. Também pode comer lagartos. Além disso, é uma cobra ovípara, ou seja, que põe ovos”, ressalta o profissional.

Por fim, ele destaca a beleza de saltar aos olhos da serpente. “É um bicho muito e que realmente chama atenção. Se camufla muito bem nas árvores e se mistura com a vegetação”, encerra Cláudio sobre a espécie.

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