A Cotolengo Sul-Mato-Grossense comemora 27 anos de existência com um média de 3 mil atendimentos mensais e muita gratidão. E foi o mesmo sentimento que inspirou o artista Sulivan Oliveira, o qual “deu vida” aos muros da entidade, em Campo Grande, com muitas cores, contornos e imagens.

A entidade recebe crianças com paralisia cerebral e outras deficiências, diariamente, para que os pais possam trabalhar, tanto no Centro-Dia como no CER II (Centro Especializado em Reabilitação). Neste locais, atuam profissionais das diversas áreas, como fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional, psicologia e outras.

(Valdeci Marcolino/Arquivo Pessoal)

Ao todo, um grupo enorme de voluntários também ajuda mensalmente em eventos de diversas atividades, para angariar fundos para essa entidade, que sobrevive de emendas, convênios e principalmente, de doações.

Nesta celebração de quase três décadas de existência, o diretor-presidente da entidade, padre Valdeci Marcolino, se diz muito grato, com o empenho de todos os colaboradores e voluntários. “O Cotolengo Sul-Mato-Grossense é rico em histórias de superação, de dedicação, de luta e de amor ao próximo, seguindo a ordem orionita, que é a caridade”, afirmou, contando ainda que, em setembro, ocorrerá a terceira Semana Solidária Farroupilha.

(Valdeci Marcolino/Arquivo Pessoal)

Sobre as pinturas, o artista plástico Sullivan, também conhecido como o operário dos esportes, ressaltou o uso de cores e contornos no muro, da entrada até os ambientes internos do Cotolengo. “Comecei com grafite orgânico e depois fui misturando com artes livres de grafites”, contou.

De acordo com o artistas, os pacientes foram retratados como aqueles que estão na “corrida pelo bem-estar e qualidade de vida em meio a deficiência”.