Nem todas as bandas conseguem se manter interessantes aos primeiros fãs quando o tempo passa e eles amadurecem. Os shows da Paramore no Brasil no último final de semana provaram que isso é possível, no entanto, ao atraírem um público fiel para ouvir hits nostálgicos e as novidades de “This is Why”, o álbum mais recente.

Carioca morando em Campo Grande, a analista de suporte técnico Larissa Melo ouve a banda desde o comecinho. Ela esteve em duas apresentações, a de quinta-feira (9) no Rio de Janeiro e a de domingo (12) em São Paulo, e confirma que a Paramore soube “crescer junto aos fãs”.

Da pré-adolescência aos atuais 31 anos, Larissa já assistiu a cinco shows da banda. O primeiro que ela foi na vida, inclusive, foi um deles. “Os músicos da Paramore eram supernovos e eu já gostava deles por ter ouvido uma jogando ‘The Sims’. A adolescência passou, a vida adulta chegou e vi que eles naturalmente foram mudando o estilo e alguns integrantes saíram, mas continuo gostando. O último álbum mesmo, me contemplou bastante”, conta.

Ela resume a experiência de ter ido em dois dos três shows nessa última temporada no Brasil, depois de quase 10 anos sem Paramore no País. “A vocalista Hayley Williams parecia bem feliz e a banda interagiu bastante com o público. Os shows tiveram aquela atmosfera de felicidade e nostalgia”, relata Larissa.

Do emo ao rock alternativo

No passado, a Paramore já foi rotulada de banda emo, por ter flertado com esse subgênero do . Já em 2023, os fãs identificam mais o som como rock alternativo.

Larissa entende que a formação teve diferentes fases, e diz não ligar para o preconceito que algumas pessoas têm quanto à época emo, criticada em geral pelas letras carregadas de sentimentalismo e pelo visual adotado pelos músicos e fãs.

Banda aparece com visual mais para o emo no videoclipe antigo

“Nessa época, o som tinha uma pegada mais punk que conversava com o emo. E tem muito hater que relembra. Eu acho que as pessoas têm que ser felizes com o que agrada o coração, ouvidos e gostos”, opina a fã.

Fã viaja sozinha

Larissa ainda não conseguiu combinar de sair de Campo Grande acompanhada de algum amigo ou fã da banda no mesmo dia, então, sempre foi sozinha. Na última experiência, ela se planejou para comprar passagem aérea para o Rio de Janeiro, onde tem família morando, e voltaria para Campo Grande de ônibus. Por ter se interessado por um ingresso à venda para ver o show do Rio, entretanto, ela adicionou mais um ônibus para fazer o trecho Rio x São Paulo.

Ela considera tranquilo e seguro fazer esse bate-volta, tendo feito igual para ir a festivais como o Lollapalooza, por exemplo. Larissa diz que ir sozinha não é problema, já que sempre arruma amizade com outras pessoas nos grupos de WhatsApp formados por quem vai ou nos próprios locais das apresentações.

“É uma coisa que até recomendo: se você tem medo de ir sozinha, uma alternativa é fazer amigas nos grupos para dividir uber, ter companhia na fila e no show. Tem tanto show internacional vindo para o Brasil, então o negócio é preparar o bolso e achar um jeito econômico de ir, mesmo que seja no improviso”, fala. Larissa conclui: “E que venham mais turnês, mais shows e que cada um possa aproveitar seus artistas e estilos preferidos”.

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