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VÍDEO: Sucuri dá cria e filhote raro é avistado em Mato Grosso do Sul

Um filhote de sucuri precisa se virar sozinho: ele nasce e já é solto pela mãe na natureza
João Ramos -
filhote de sucuri
Filhote avistado nos últimos dias em Bonito - (Foto: Reprodução/Vilmar Teixeira)

Uma mamãe pariu recentemente na região do Rio Formoso, em , , e, como a espécie não cria nenhum vínculo parental, o filhote já está vivendo por conta própria na natureza.

Em registro recente, o guia turístico Vilmar Teixeira, de 44 anos, flagrou a cobrinha e fez questão de registrar para seu canal do YouTube, Terra da Sucuri.

“Avistei um filhote de sucuri aqui no Rio Formoso. Está tomando sol porque a água está fria, às vezes encontro as grandes, e as pequenas também. Essa sucuri pra chegar na fase adulta leva seis anos, até poder se reproduzir”, explica o sul-mato-grossense.

Conhecido como Velho do Rio da vida real, o guia não tem esse apelido à toa. Assim que terminou de filmar o filhote, declarou: “Feito o registro, vou deixar ela aí quietinha no seu habitat, não vou mexer com ela. Meu objetivo é preservar”, disse.

Veja o sucuri:

https://www.youtube.com/watch?v=9zq8LKuxlcA

Canibalismo sexual e abandono de filhotes

Alvo de fascínio, curiosidade e interesse geral, sucuris também são canibais – isto é: podem chegar a se alimentar da própria espécie. Conforme o biólogo Daniel De Granville, conhecido por conviver com essas cobras por mais de 14 anos em Mato Grosso do Sul, este comportamento não ocorre sempre, é algo ocasional, e leva o nome de canibalismo sexual de sucuris.

O termo “canibalismo sexual”, segundo De Granville, se deve ao fato da selvageria de se alimentar da própria espécie ocorrer após o acasalamento e ser praticado, especialmente, pelas fêmeas, que matam e devoram o macho assim que a cópula termina.

Mas, por que fêmeas matam e comem os machos depois do acasalamento? A explicação é bem simples. “Durante o período de gestação (que dura entre 6 e 7 meses), as fêmeas não se alimentam, pois precisam deixar espaço em seus corpos para o desenvolvimento dos filhotes, já que elas não botam ovos. Então, após o acasalamento, a fêmea pode se alimentar de um dos machos como uma última fonte de energia antes deste longo jejum”, esclarece Daniel ao Jornal Midiamax.

Avessas ao amor?

Além de devorarem seus parceiros e pais de seus filhos, elas também não possuem qualquer instinto materno. “Pelo que se sabe dos estudos, não há cuidado parental. Os filhotes nascem e rapidamente já se dispersam, precisam começar a se virar logo após o nascimento”, pontua o biólogo.

Os pais, por sua vez, podendo ser assassinados, também não chegam a desenvolver laço afetivo com os filhos. “Em tese não há qualquer contato, já que os encontros entre as fêmeas e machos geralmente ocorrem apenas durante a época de reprodução. Durante a gestação, elas ficam solitárias e escondidas”, detalha o especialista em sucuris ao MidiaMAIS.

Por fim, um bebê sucuri precisa se virar sozinho: ele nasce e já é solto pela mãe na natureza. Seu pai pode ter sido devorado pela matriarca ou simplesmente ter “sumido” após o sexo. Mas, até para isso há uma explicação:

“Não existe aquele cuidado que a gente costuma ver em pássaros ou mamíferos, por exemplo, onde os pais (ou apenas a mãe, dependendo da espécie) fornecem alimento aos filhotes até que eles consigam sobreviver por conta própria. Este pode ser um dos motivos pelos quais as sucuris têm uma quantidade muito maior de filhotes (em média 30) do que um tucano ou uma onça, por exemplo, já que uma porcentagem pequena conseguirá atingir a vida adulta”, finaliza ele.

Primeira foto de canibalismo sexual de sucuris foi feita em MS

Prestes a completar dez anos, a primeira fotografia que registrou o canibalismo sexual de sucuris voltou a viralizar em Mato Grosso do Sul nos últimos dias, depois que uma página no Instagram compartilhou a imagem. Fotos tiradas pelo fotógrafo Luciano Candisani, no fundo do brejo do Rio Formoso, em Bonito, são impressionantes e foram parar até na National Geographic.

Trata-se da primeira foto no mundo que conseguiu captar um raro comportamento das sucuris: quando a fêmea mata e devora o macho após o acasalamento. O registro fantástico mostra uma sucuri-verde estrangulando o seu parceiro após a cópula — chamada popularmente de “sexo selvagem”. Veja:

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