Grupo de rap indígena de MS, Brô Mc's se apresentará no Rock in Rio 2022

"A flecha foi lançada. Rap ancestral no Rock in Rio. Obrigado Xamã pelo convite", declarou o grupo
| 28/01/2022
- 12:35
Bruno Veron
Bruno Veron, Clemerson Batista, Kelvin Peixoto e Charlie Peixoto são quatro jovens indígenas das etnias Kaiowá e Guarani - (Foto: Divulgação)

Uma conquista! De Mato Grosso do Sul, o Brô MC's, primeiro grupo de rap indígena do Brasil, será uma das atrações do 2022. A informação foi confirmada pelo perfil oficial do evento na noite desta quinta-feira (27) e compartilhada com alegria pelo grupo.

Formado pelos rappers Bruno Veron, Charlie Peixoto, Clemerson Batista e Kelvin Peixoto e Charlie Peixoto, o Brô MC's vai se apresentar no primeiro sábado da festa, dia 3 de setembro. 

"Quem quer mais line up do @rockinrio? Pois, prepara o print, trago novidades! O festival acaba de divulgar que terá um dia inteirinho dedicado ao rap no Palco Sunset! Com Racionais encabeçando a programação, o dia 03 de setembro ainda tem apresentações de Criolo, Xamã, Papatinho e Brô MC's", anunciou o perfil do Rock in Rio.

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Nas redes sociais, o Brô MC's agradeceu ao rapper Xamã. "A flecha foi lançada. Rap ancestral no Rock in Rio. Obrigado Xamã pelo convite, é grande presente", declararam.

"Somos o primeiro grupo de rap indígena do Brasil. Nossa luta é usada nas nossas rimas, flechas lançadas com originalidade e coragem", afirma o grupo. Os cantores ainda ressaltam que têm a missão de informar através da arte.

Onde tudo começou

Bruno Veron, Clemerson Batista, Kelvin Peixoto e Charlie Peixoto são quatro jovens indígenas das etnias Kaiowá e Guarani das Aldeias Jaguapiru e Bororó, localizadas na cidade de Dourados, região oeste de MS.

Eles iniciaram a carreira em 2009 ignorando preconceitos e objeções para serem reconhecidos no espaço do rap brasileiro, mas isso não impediu que eles cantassem sobre o cotidiano e a vida nas aldeias. Foi essa abordagem, inclusive, que deu ao grupo maior repercussão. As letras falam sobre a luta pela terra, a questão da identidade indígena, problemas como o consumo de álcool e drogas e também altos índices de suicídio na aldeia.

Recentemente, os cantores chegaram a gravar com o DJ Alok.

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