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Organizações distribuem 20 toneladas de alimentos no Pantanal e alertam para agravamento da pobreza

Através da parceria entre a tradicional ONG carioca Ação da Cidadania, fundada pelo famoso sociólogo Betinho, e do coletivo sul-mato-grossense Comitiva Esperança, 20 toneladas de alimentos foram distribuídas para populações vulneráveis do Pantanal no mês de janeiro. Ribeirinhos, trabalhadores da pesca e a população indígena, que agora se veem desamparados com o fim do auxílio […]

Leandro Marques Publicado em 29/01/2021, às 16h36 - Atualizado às 16h38

Operação para distribuir as 2 mil cestas envolveu uma grande rede de solidariedade no Pantanal (foto: Elias Campos)
Operação para distribuir as 2 mil cestas envolveu uma grande rede de solidariedade no Pantanal (foto: Elias Campos) - Operação para distribuir as 2 mil cestas envolveu uma grande rede de solidariedade no Pantanal (foto: Elias Campos)

Através da parceria entre a tradicional ONG carioca Ação da Cidadania, fundada pelo famoso sociólogo Betinho, e do coletivo sul-mato-grossense Comitiva Esperança, 20 toneladas de alimentos foram distribuídas para populações vulneráveis do Pantanal no mês de janeiro.

Ribeirinhos, trabalhadores da pesca e a população indígena, que agora se veem desamparados com o fim do auxílio emergencial, receberam as cestas básicas. Ao todo, mais de 2 mil famílias foram alcançadas.

Norton Tavares, representante da Ação da Cidadania, conta que o objetivo da campanha é o de jogar luz sobre o problema. “Distribuir cestas básicas não acaba com a fome”, afirma. Ele lembra que mesmo antes da pandemia, a miséria tinha voltado a crescer no país e o Brasil voltado a figurar no Mapa da Fome da ONU.

“Ajudar o Pantanal neste momento é ajudar comunidades que, além de sofrer com esses problemas, ainda enfrentam o descaso das políticas ambientais que nada fazem para interromper incêndios florestais e a destruição dos nossos biomas”, encerra Norton Tavares.

Organizações distribuem 20 toneladas de alimentos no Pantanal e alertam para agravamento da pobreza
Em Corumbá, a distribuição contou com a ajuda do movimento Vida Plena Corumbá e da Defesa Civil (Foto: Elias Campos)

Rede de Solidariedade no Pantanal

Mobilizados desde o começo da pandemia para ajudar os pantaneiros mais fragilizados com a crise, a Comitiva Esperança foi a responsável por direcionar as doações.

“O estrago social é tão grave e tão generalizado que nós procuramos sempre contemplar os mais necessitados entre os necessitados”, afirma João Mazini, representante do coletivo.

Em Miranda, a Comitiva Esperança contou com o apoio do Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) e da Prefeitura para fazer a entrega em 13 aldeias da região e Colônia de Pescadores.

Em Corumbá, a ajuda veio dos voluntários do movimento Vida Plena e da Defesa Civil do município. As cestas foram direcionadas para moradores das regiões periféricas da cidade, afetados pelas enchentes dos últimos dias.

Organizações distribuem 20 toneladas de alimentos no Pantanal e alertam para agravamento da pobreza
Na aldeia Babaçu, de Miranda, que continua isolada por conta da pandemia, a entrega foi feita pelos líderes da comunidade (Foto: Prefeitura de Miranda)

Cenário difícil para 2021

Todas as pesquisas apontam para o agravamento da pobreza durante o ano. No pantanal, a crise social causada pela pandemia, que encontrou terreno fértil entre uma população de saúde já fragilizada, as incertezas quanto ao clima também são sinais de alerta.

“A única coisa que não dá para fazer é cruzar os braços enquanto nossos irmãos sucumbem pelo caminho, por convidamos toda a sociedade a permanecer atenta e sensível ao problema”, finaliza João Mazini.

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