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Chega de Netflix: campo-grandenses encaram Covid e retornam aos cinemas com novas experiências

Após mais de um ano distantes, fãs de cinema contam como foi a experiência de retornar às sessões presenciais na capital

Nathália Rabelo Publicado em 06/07/2021, às 15h00

Cinema volta com protocolos de biossegurança
Cinema volta com protocolos de biossegurança - (Foto: Reprodução)

Todo mundo ama cinema. O filme exibido em uma tela grande, o escurinho que deixa tudo mais instigante, o cheiro de pipoca que paira pelo ar e, claro, as boas companhias em volta. Acontece que as pessoas perderam tudo isso com a pandemia e a suspensão dos cinemas durante o período de quarentena. Um ano depois, os cinemas estão voltando a funcionar de pouco a pouco e, mesmo com medo, campo-grandenses deixaram a Netflix de lado para acompanhar os melhores lançamentos na telona.

O Midiamax conversou com três pessoas que foram ao cinema na pandemia. E é unanime: todas estavam com saudade. E mesmo com novas normas e restrições, existem experiências que não podem ser substituídas pelo digital.

É o que conta Jamille Marie Merege, de 23 anos, que assistiu Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio no cinema. O filme era um dos mais aguardados pelos fãs da franquia e foi lançado no dia 3 de junho no Brasil. Ela estava no shopping com o namorado quando eles decidiram, de última hora, acompanhar o lançamento.

Acontece que muita coisa mudou: na hora de comprar os ingressos, tinha que ficar de olho nas cadeiras disponíveis, já que várias estavam interditadas para manter o distanciamento entre as pessoas. Depois, precisava medir temperatura e passar álcool em gel antes de entrar na sala. Na hora do filme, o uso da máscara era imprescindível.

Comer pipoca e tomar refrigerante durante a sessão, por exemplo, é permitido, mas precisa colocar a máscara logo depois. Coisa que não incomodou Jamille, acostumada a usar o acessório há muito tempo.

Apesar do desconforto de estar em uma sala fechada com desconhecidos após viver em isolamento social, foi uma ótima experiência. Além do mais, as medidas de restrições deixaram o casal mais seguro.

“Estávamos há mais de 1 ano sem ir ao cinema, e como a gente decidiu meio de última hora, rolou até uma certa empolgação na hora de entrar na sala. Ainda tem a mesma magia sim, tudo dava a impressão de ser uma coisa nova. Foi muito bom voltar aos cinemas. Depois dessa ida, não fomos de novo, mas é um dos programas favoritos da minha listinha”, comentou a jovem.

A advogada Veridiana Di Pietro de Camillo, de 25 anos, também não aguentou a empolgação e assistiu Invocação do Mal 3 no cinema, durante um encontro. Para ela, retornar ao local depois de muito tempo foi muito empolgante e tranquilo, já que a sala estava vazia. Na ocasião, apenas um par de cadeiras estava disponível para os clientes, seguida de várias poltronas interditadas nos dois lados. Para ela, é uma vantagem.

“Foi muito legal ir ao cinema depois de tanto tempo...fazia um ano e meio que eu não ia. Quando entramos na sala, eu até falei 'nosssaaa tô muito feliz de estar no cinema'. Pareceu meio nostálgico, e é um programa tão simples que a gente jamais imaginava que ia ficar tanto tempo impossibilitado de ter! Então foi bem legal, tem a mesma magia com certeza, senão maior depois de tanto tempo. E confesso que até achei bom o espaçamento entre as poltronas, por mim poderia continuar assim, salas pouco cheias”, brinca a advogada.

Filme Invocação do Mal 3 : A Ordem do Demônio (Foto: Divulgação)

Já a sensação foi um pouco diferente para Charles Glifer da Silva Júnior, estudante de 22 anos. Empolgado para fazer um programa diferenciado com a namorada depois de muito tempo dentro de casa, decidiu encarar a Covid para assistir Mulher-Maravilha 1984, que estreou no dia 24 de dezembro de 2020.

Depois do sucesso do primeiro filme protagonizado por Gal Gadot, a continuação da DC foi lançada no primeiro ano da pandemia. Sem saber quando poderia assistir ao filme depois, Charles decidiu ir presencialmente e levou a namorada junto no início deste ano. O casal disse que ficou preocupado com o novo coronavírus, mas afirma que o filme valeu super a pena. Mesmo assim, era uma atmosfera totalmente diferente. Em volta do assento do casal, várias poltronas estavam adesivadas para outras pessoas não sentarem.

“Transmitiu um pouco de alívio, porém com as restrições, fica meio diferente do que sempre foi, ainda existe um pouco da magia que as telas transmitem. Mas a magia das reações das pessoas, infelizmente ainda não voltou”, recorda o estudante.

Filme: Mulher- Maravilha 1984 (Foto: Divulgação)

Biossegurança nos cinemas

Pelo que você leu até agora, deu para ver que a experiência de ir ao cinema mudou muito na pandemia, não é? Com pontos positivos e negativos, não foram apenas os clientes que precisaram se adaptar. As empresas também.

Campo Grande conta atualmente com três cinemas comerciais, sendo eles: Cinemark (Shopping Campo Grande), Cinépolis (Shopping Norte Sul Plaza) e o UCI (Shopping Bosque dos Ipês). Nós conversamos com os três para entender quais são as medidas adotadas para preservar a saúde das pessoas e foi isso que eles nos passaram:

Cinemark

  • Medição de temperatura antes da entrada para as salas;
  • Vedação física das poltronas interditadas e redução da capacidade máxima;
  • Processos de higienização: totens de álcool em gel 70% nas dependências, limpeza rigorosa e com curto espaço de tempo nos banheiros, além do uso de EPIs pelas equipes de limpeza;
  • Nas salas, as principais áreas de contato de todas as poltronas são higienizadas manualmente nos intervalos entre cada sessão;
  • Uso de tecnologia e aplicativos para evitar filas e aglomeração na hora da compra dos ingressos e comida. Apenas um caixa fica aberto, exclusivo para pagamento em dinheiro;
  • A sinalização das salas e complexos também foi reformulada para garantir distanciamento social;
  • Uso obrigatório de máscara em todas as instalações do cinema, dentro ou fora da sala;
  • Medição de temperatura de todos os clientes antes da entrada para as salas;
  • Limpeza do ar-condicionado com frequência, troca do sistema de filtragem e a renovação do ar.

Se você deseja saber mais detalhes sobre os protocolos de biossegurança da rede Cinemark, basta acessar esse link.

Cinépolis

  • Redução de 50% da capacidade máxima de lotação;
  • Disponibilização de compra online do ingresso ou nos terminais de autoatendimento para evitar contato físico;
  • Uso obrigatório de máscara em todos os ambientes;
  • Interdição de poltronas, preservando o distanciamento social;
  • Higienização constante das áreas comuns e pontos de contato nas poltronas.

Se você deseja saber mais detalhes sobre os protocolos de biossegurança da rede Cinépolis, basta acessar esse link.

UCI

  • Implementação do sistema de ar-condicionado nas suas salas de todo o Brasil: o iWave, equipamento com polarizadores de íons que destrói qualquer tipo de microorganismo e vírus;
  • A higienização das salas intensificada a cada sessão;
  • Dispensers de álcool em gel espalhados pelos complexos;
  • Uso obrigatório de máscaras;
  • Bilheterias e bombonières estão equipadas com escudos de acrílico de proteção;
  • Sinalização quanto ao distancimanto social;
  • Para evitar aglomerações, as vendas são controladas por um sistema que bloqueia automaticamente os assentos próximos aos já ocupados;
  • Sessão Amigos: que permite que um grupo de até 20 pessoas possa reservar uma sala de cinema.

Se você deseja saber mais detalhes sobre os protocolos de biossegurança da rede UCI, basta acessar esse link.

Cinema - um eterno filme de amor 

Há quem diga que o cinema vai muito além da tela. É o que se faz por trás e o que acontece dentro dele. O cinema sempre foi visto como um espaço de entretenimento e convívio social, não é à toa que, mesmo depois de muito tempo suspenso, ele ainda tem o poder de reunir pessoas que buscam se conectar umas às outras. 

Existem vários motivos que fazem as pessoas irem ao cinema: assistir um bom filme, se divertir, ter um bom passa-tempo ou até mesmo curtir um momento romântico ao lado de alguém especial. E mesmo com tantas mudanças repentinas que aconteceram, o cinema, em essência, permanece o mesmo. E o seu retorno singelo - com poucos filmes em cartaz ainda - acende uma chama de esperança de que o retorno à vida normal pode estar cada vez mais próximo.

Jornal Midiamax