Vão completar 3 meses desde que a estátua de Manoel de Barros, localizada na avenida Afonso Pena de Campo Grande, amanheceu sem um dos pés. No dia 19 de abril, moradores da região perceberam que a escultura estava depredada. Com projetos para aumentar a segurança e reformar a obra, a revitalização da estátua em homenagem ao poeta ainda não tem data de entrega.
De acordo com a Fundação de Cultura do Estado, equipe está fazendo acordos com artista Ique Woitschach para a finalização do orçamento. Além disso, seguem planejando melhorias que farão no espaço onde a estátua está localizada.
“O local vai receber nova ambientação, para maior proteção e destaque da escultura. Estão previstos projetos de renovação dos jardins no entorno, iluminação destacada e novas câmeras de segurança, afirmou a FCMS.
No início de junho, o escultor chegou a Campo Grande para visitar a obra a fim de dar início ao processo de revitalização. Na época, ele disse que avaliou outros pontos de vandalismo e percebeu que a peça estava bem machucada, principalmente na região da face e dos óculos. Assim, decidiram que a obra seria totalmente revitalizada. O pé arrancado será modelado, fundido e recolocado novamente.
Após o vandalismo, o ‘Quintal de Manoel de Barros‘, espaço onde escultura fica localizada, também passará por restauração de piso, paisagismo, iluminação e câmeras de monitoramento 24h por dia.
“Vai ter um plano de proteção da obra para que a figura pública do Manoel de Barros e tudo que ele representa seja cuidada com o valor que ele merece, com a cultura que o Estado merece. Ele está vivo ali, ele representa ele mesmo, ele representa essa poesia”, comentou Ique em entrevista ao Midiamax.
Relembre o caso
Emblemática no centro de Campo Grande, a estátua do poeta Manoel de Barros amanheceu depredada no dia 19 de abril, em uma segunda-feira. Vândalos arrancaram um dos pés da figura que fica localizada entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Rui Barbosa.
“E eles vão continuar, vão levar o outro pé agora, e ninguém vai fazer nada. A arte não tem a menor importância e valor em MS. Isso é patrimônio público e deveria ter esquema de vigilância permanente para evitar isso”, desabafou o escultor.
Para Ique, o pé foi arrancado por uma força sobre humana.“O pé foi rompido porque alguma força muito contundente, foi arrancado na marra. Talvez alguém tivesse amarrado uma corrente no pé com a intenção de arrancar tudo, e amarrou no carro ou num caminhão, e arrancou um pé. No lugar não tem solda e não foi cortada”, comenta o artista plástico.
A estátua, em tamanho real, foi inaugurada em dezembro de 2017. Desde então, tornou-se um marco da região central, com pedestres e turistas se sentando “ao lado de Manoel” para registrar em fotos a homenagem ao poeta.