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Citado em livro do MEC, grupo da Capital é apontado como referência em teatro de rua

Material didático utilizado em aulas de artes menciona Imaginário Maracangalha

Guilherme Cavalcante Publicado em 22/06/2017, às 16h08

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Material didático utilizado em aulas de artes menciona Imaginário Maracangalha

Coisa boa é quando um trabalho que enfrenta uma série de resistências consegue reconhecimento nacional. Foi esta, a propósito, a conquista mais recente do grupo Teatro Imaginário Maracangalha, premiadoa companhia teatral de Campo Grande, que é citada em um material didático de arte-educação produzido pelo MEC (Ministério da Educação) como uma das referências do teatro brasileiro na pesquisa da arte e na atuação política.

Grupo é citado em material didático do MEC (Reprodução)

“Aqui vemos uma cena do espetáculo de rua ‘Areõtorarea – O verbo negro e bororo do índio profeta’, do Teatro Imaginário Maracangalha, de Campo Grande, MS, realizado em 2012. O grupo compõe, juntamente com outras dezenas de grupos de teatro de rua, a Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR). Formada em 2007, a RBTR defende o direito à produção e ao acesso aos bens culturais para todos os brasileiros”, traz a citação, que está no livro didático ‘Projeto Mosaico – Arte, do Plano Nacional do Livro de Didático’, publicado pelo MEC, que é utilizado em aulas de artes.

A referência, que está num capítulo sobre teatro independente, é claramente merecida e não é para menos: desde seu surgimento, em 2006, o ‘Maracangalha’ promove espetáculos gratuitos e espaços menos convencionais e próximo das pessoas, como ruas, feiras, praças e outros espaços públicos. O grupo também é um dos símbolos da resistência de agentes culturais na cidade, principalmente após uma série de descasos ocorridos nos últimos anos.

“Pra gente é muito legal essa referência, porque nos fortalece, nos deixa mais empenhados a continuar se empenhando. Isso indica que a gente tem um trabalho qualificado e que a arte que a gente produz tem uma repercussão”, comenta Fernando Cruz, diretor, ator e produtor da companhia. “E foi uma surpresa. Uma professora de artes que é nossa amiga estava dando aula com o livro didatico quando se deparou com a nossa referência”, completa.

Pé na estrada

Cena do espetáculo 'Tekoha' (Divulgação)

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Além dos sorrisos pela descoberta da citação, o grupo também comemora a programação cheia para as próximas semanas. ‘Tekoha – Ritual de Vida e Morte do Pequeno Deus’, um dos espetáculos premiados do Imaginário Maracangalha, prepara as malas para apresentar-se no importante Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, no próximo dia 14 de Julho. O mesmo espetáculo também será exibido no conceituado FIG 2017, o Festival de Inverno de Garanhuns, em Pernambuco, também em julho.

Citado em livro do MEC, grupo da Capital é apontado como referência em teatro de rua

Neste fim de semana, a propósito, o Maracangalha apresenta gratuitamente o espetáculo ‘Conto da Cantuária’, baseado na obra ‘Contos de Canterbury’, de Geoffrey Chaucer, nos dias 24 e 25, no parque Sóter, às 17h, e na Praça do Peixe, às 18h, respectivamente.

Com 11 anos de atuação na cena teatral de Campo Grande, o grupo Teatro Imaginário Maracangalha é composto por Fernando Cruz (diretor, ator e produtor), Ana Capilé (produtora e cozinheira), Fran Corona (atriz e produtora), Ariela Barreto, Jonas Feliz (músico), Moreno Mourão (ator), Pepa Quadrini (ator, músico e palhaço), Renderson Valentim (ator e produtor) e Rogéria Costa (produtora).

Fique por dentro

Acompanhe o trabalho do grupo em http://imaginariomaracangalha.blogspot.com.br.

Jornal Midiamax