Com várias sessões, Teatro Imaginário Maracangalha leva novo espetáculo à espaços públicos

O grupo permeou a dramaturgia espanhola para compor peça
| 06/05/2015
- 13:25
Com várias sessões, Teatro Imaginário Maracangalha leva novo espetáculo à espaços públicos

O grupo permeou a dramaturgia espanhola para compor peça

Um dos grupos considerados sobreviventes, em manter viva a arte de rua em Campo Grande, o Teatro Imaginário Maracangalha apresenta sua mais nova montagem neste fim de semana: “A Tragicomédia de Dom Cristovão e Sinhá Rosinha”.

Como de praxe, o grupo irá percorrer feiras livres, praças e até espaços públicos com o novo espetáculo. A estreia acontece neste sábado (9), a partir das 10 horas no Centro Comercial da Coophavila e no mesmo dia, às 20 horas, o grupo se apresentará na Feria da Vila Jacy (nas Avenidas Laudelino Barcelos e Europa e na Rua Dona Otília Barbosa).

Já no domingo (10), o grupo apresenta o novo espetáculo na Praça Bolívia, que fica no Bairro Santa Fé, às 11 horas e no Parque das Nações Indígenas às 16 horas. E na terça-feira (12), eles levam todo o glamour da ‘A Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosa’ para a Praça Ary Coelho às 17 horas.

Depois de longos meses de produção estudo, o grupo permeou a literatura espanhola e enfatiza dentro do espetáculo, parte das emoções transcritas pelo dramaturgo Federico Garcia Lorca.

“Nessa nova construção o grupo parte para outro processo de pesquisa que é a encenação de um texto /dramaturgia pronta onde a ‘farsa’ – gênero popular de teatro é levado a cena com humor, drama e crítica social”, explica Fernando Cruz, o diretor do grupo.

No processo de pesquisa o grupo investigou a cultura popular na fronteira com o Paraguai e a Bolívia e paralelos nas relações de gênero, patriarcado, ruralismo e capital, presentes na obra e na formação cultural do Mato Grosso do Sul a partir de suas fronteiras.

“Maracangalha é pesquisa de teatro de rua e tem como objetivo, explorar espaços não convencionais de encenação”, explica o diretor do grupo, Fernando Cruz. Ao longo de sua trajetória, o grupo construiu uma dramaturgia própria que integra documentário, memória, cultura popular e literatura.

Realizou dois “Seminários Arena Aberta: Gênero e Latifúndio e Na rua sem fronteira” além da leitura dramática da obra “A menina carvoeirinha” de Garcia Lorca no começo do ano, na sede do grupo.

Na perspectiva de linguagem e acesso do teatro de rua e da arte pública, o grupo é composto pelos atores Alê Moura, Camilah Brito, Fran Corona, Fernando Cruz, Moreno Mourão e Renderson Valentim, legitima-se como um grupo de criação e pesquisa de trabalho continuado.

O grupo somou suas habilidades à pesquisa da cenografia, adereços, figurino e musicalidade com profissionais e pesquisadores das áreas relacionadas a seus processos de encenação. O artista plástico GHVA assina a cenografia, figurino, adereços e maquiagem, o músico e maestro Jonas Feliz é o diretor musical do espetáculo sob a direção de Fernando Cruz.

Sinopse do espetáculo

Sinhá Rosinha quer casar, mas, como enfrentará o autoritário pai, o prepotente dom Cristóvão, o ex-namorado e seu apaixonado pretendente? Como escapará de um casamento forjado pelo dinheiro e viverá o seu amor desimpedido? Como diz sinhá Rosinha: “que se dane seu dinheirinho eu quero é o amor!”. Uma farsa que exalta os valores como a independência, a arte e o amor.

Lorca

Federico García Lorca tornou-se um dos expoentes máximos da literatura espanhola e mundial. A poesia e a obra teatral de Lorca ficou conhecida por sua envergadura trágica e por sua universal e recorrente temática de amor, morte e liberdade revelando-se um artista preocupado com a renovação da cena e sua recepção, cuja meta era a realização de um teatro eminentemente popular: na linguagem e no acesso. 

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