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Veteranos e líderes das forças aliadas comemoram os 70 anos do Dia D

Veteranos das forças aliadas na Segunda Guerra Mundial comemoram nesta sexta-feira, na França, os 70 anos do maior desembarque militar da história. O Dia D mudou o curso do conflito e é considerado um marco na libertação do mundo do nazismo. “ Quando amanheceu, havia tantos navios ao nosso redor que praticamente não víamos o […]

Arquivo Publicado em 06/06/2014, às 13h31

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Veteranos das forças aliadas na Segunda Guerra Mundial comemoram nesta sexta-feira, na França, os 70 anos do maior desembarque militar da história. O Dia D mudou o curso do conflito e é considerado um marco na libertação do mundo do nazismo.

“ Quando amanheceu, havia tantos navios ao nosso redor que praticamente não víamos o mar, e o céu estava coberto de aviões”, recorda Romeo Boulanger, um veterano canadense que, assim como 156 mil americanos, britânicos e canadenses, muitos com menos de 20 anos, chegou à Normandia em 6 de junho de 1944.

Na praia de Normandia, no noroeste da França, a homenagem às 20 mil vítimas contou com a presença do presidente francês, François Hollande.

“Hoje gostaria, neste 70º aniversário, que a homenagem da nação se dirigisse a todos, civis e militares […] que o papel dos normandos seja reconhecido por todo”, declarou Hollande, em um discurso no memorial da cidade.

Este foi o primeiro reconhecimento oficial às vítimas, mortas entre 6 de junho e 22 de agosto de 1944. A região só foi definitivamente libertada em 12 de setembro:

“ Iniciado pouco depois da meia-noite com fragor e fogo, este dia (6 de junho) terminou com sangue e lágrimas, lágrimas de alegria, ao fim de 24 horas que mudaram o mundo e marcaram para sempre a Normandia”, declarou o chefe de Estado. Ele destaca que a guerra também “foi dos civis”, e presta homenagem às “famílias inteiras que conheceram o caos e as balas”.

Antes do discurso, o presidente colocou flores no monumento e conversou com algumas pessoas que testemunharam o Desembarque aliado e os combates:

“ Os refugiados se escondem nos porões, nas pedreiras, nas galerias das minas, nas igrejas e nos monumentos como na Abadia dos Homens de Caen. A solidariedade se organiza. Mas os quartéis dos bombeiros estão fora de serviço, então as boas vontades se aliam para apagar os incêndios. Em todas as partes, homens e mulheres de todas as idades e de todas as condições desafiam a morte para limpar os escombros, resgatar e abrigar os feridos.”

Também foi inaugurada uma área dedicada a recordar o sofrimento e o sacrifício da população da Normandia.

As cerimônias contam com a presença de grandes líderes mundiais, como os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin.

Obama afirma que as praias da Normandia foram, em 1944, fundamentais para a democracia, e que a vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial “modelou a segurança e o bem-estar” para o futuro.

“Omaha Beach, Normandia, foi a cabeça de ponte da democracia”, afirmou o líder, em discurso durante uma cerimônia em um cemitério americano de Colleville, em memória dos combatentes. A chefe de Governo da Alemanha, Angela Merkel, e a rainha da Inglaterra, Elizabeth II, também estarão presentesa para homenagear os soldados que participaram no Desembarque há exatos 70 anos.

Quase 1.800 veteranos das praias de Omaha ou de Utah Beach também participam. Cerca de 400 veteranos da Commonwealth (Comunidade Britânica) participaram em uma cerimônia na Catedral de Bayeux, na presença do príncipe Charles e do primeiro-ministro britânico David Cameron, além do chefe de Governo francês, Manuel Valls.

A batalha

Em Ouistreham, uma das praias onde ocorreu o desembarque, são esperados 19 chefes de Estado e de governo. Entre eles, estarão Barack Obama, dos Estados Unidos, e Vladimir Putin, da Rússia. A relação entre os dois passa por um momento difícil. Nestaquinta, Obama fez um apelo a Putin para que abra negociações com o novo governo ucraniano e ameaçou com novas sanções impostas pelas principais economias do mundo caso as provocações contra Kiev continuem.

Em dezembro, o general americano Dwight Eisenhower recebeu o comando da Operação Overlord. Na madrugada de 5 de junho, 200 mensagens codificadas, como “Está quente em Suez” ou “Os dados estão na mesa”, deram o sinal do ataque por ondas de rádio.

A resistência francesa sabotou as vias férreas, estradas e linhas telefônicas para impedir a chegada de reforços alemães. Durante a noite, 23 mil americanos e britânicos saltaram de paraquedas em território francês. Muitos foram presos e outros morreram antes que pudessem lutar. A Batalha da Normandia durou três meses em vez das três semanas que se esperava e deixou um saldo total de mortos estimado em 37 mil aliados e 50 mil alemães.



Jornal Midiamax