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Sistema de ‘alças’ confunde retorno e irrita motoristas e moradores, na Júlio de Castilhos

Motoristas e motociclistas entrevistados na Avenida Júlio de Castilhos, reclamam da nova sinalização, principalmente próximo da Avenida Yokoama, região do grande Santo Amaro em Campo Grande. Em cruzamentos da Júlio de Castilhos com a Yokoama, Miranda e Otávio Mangabeira, agentes da Agetran (Agetran Agência Municipal de Transporte e Trânsito), fazem a fiscalização e cones foram […]

Arquivo Publicado em 24/03/2014, às 11h00

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Motoristas e motociclistas entrevistados na Avenida Júlio de Castilhos, reclamam da nova sinalização, principalmente próximo da Avenida Yokoama, região do grande Santo Amaro em Campo Grande. Em cruzamentos da Júlio de Castilhos com a Yokoama, Miranda e Otávio Mangabeira, agentes da Agetran (Agetran Agência Municipal de Transporte e Trânsito), fazem a fiscalização e cones foram colocados para que condutores não façam a conversão proibida.

Quem mora e trabalha no local, diz que os agentes estão nos cruzamentos após o acidente onde a motociclista Maria Cristina Salina Jardim teve uma das pernas dilacerada no último dia 6 deste mês.

Ela transitava no sentido centro-bairro, ao lado de um caminhão que também trafegava no mesmo sentido. Testemunhas disseram que a motociclista tentou fazer uma ultrapassagem pela direita, momento em que o caminhão virou a direita na Avenida Yokoama, quando houve a colisão.

O principal problema de acordo com entrevistados, são em relação as antigas conversões que foram substituídas por alças. A principal mudança ocorreu de quem transita na Júlio de Castilhos sentido bairro-centro e precisa entrar na região do Santo Amaro.

Quem dirige ou pilota nesse sentido tem de entrar na Rua Miranda, que dá acesso aos bairros Panamá, Vila Almeida, Coophatrabalho e outros, fazer uma alça a direita. 

Antes disso é preciso fazer a alça pela Rua dos Tupinambás, rua Belém, rua Brasília, atravessar a Júlio de Castilhos e entrar na Miranda, já que a Yokoama transformou-se em sentido único (norte-sul), a duas quadras da Júlio de Castilho.

Outro ponto que se tornou mão única (centro-bairro), é na Júlio de Castilhos, entre as ruas Dona Amélia Augusta e Jaboatão. No local, o condutor tem de virar à direita e entrar na Rua das Tordesilhas.

“Na Yokoama não pode, está difícil de entrar para a direita (centro-bairro), tem que dar um jeito, está tudo errado”, argumenta o aposentado Aluizio Pereira da Cruz de 80 anos.

“Trancaram tudo as ruas, tem que descer lá embaixo”, diz o motorista Cleomedes Trindade, 35, sobre o fato de ir à região do Santo Amaro pelo caminho que faz utilizando a Rua Sagarana, que fica ao lado do Terminal Júlio de Castilhos. “Até acostumar, vai ser difícil”, conta o porteiro Leandro Bernal André de 20 anos.

“Não tem lugar de retorno, tudo proibido, uma vergonha”, desabafa o fretista Rafael Moreira dos Santos de 65 anos. “Tem gente que não sabe ainda, e os ‘amarelinhos’ já estão multando” conta o auxiliar de mecânica Robson Henrique de 18 anos.

Além da sinalização, a empresária Socorro Pereira de 49 anos, tem outra reclamação. “Implementaram o esgoto aqui, estou pagando pelo esgoto, só que não estão deixando quebrar o asfalto, minha fossa já está transbordando para o terreno vizinho”, diz a empresária Socorro Pereira de 49 anos.

De acordo com o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação de Campo Grande (Seintrha), Semy Ferraz, as alças servirão para dar maior fluidez ao trânsito e diminuir o número de acidentes. Ainda de acordo com Semy, outros semáforos ainda entrarão em funcionamento e também serão implantadas novas placas explicativas.

Jornal Midiamax