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Rio Paraguai segue muito acima do nível e pecuaristas são alertados

Segundo o hidrólogo Sérgio Galdino, pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), da região do Pantanal, o rio Paraguai, que passa pela região de Corumbá, está muito acima do nível. Em maio, a prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria de Educação, suspendeu as aulas nas escolas localizadas nas regiões ribeirinhas por causa das inundações que […]

Arquivo Publicado em 05/06/2014, às 13h43

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Em maio, a prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria de Educação, suspendeu as aulas nas escolas localizadas nas regiões ribeirinhas por causa das inundações que ocorreram em virtude da cheia do Rio Paraguai. As aulas devem retornar só na segunda quinzena de agosto, dependendo das condições da cheia no Pantanal.

O nível do rio na região de Ladário, nesta quinta-feira (5), está 3,35 metros acima do normal, alcançando 5,37 metros. De acordo com o hidrólogo, quando o nível do rio nesta região é igual ou superior a 4 metros, é considerado que o ano será de cheia no Pantanal.

“O atual ciclo de cheia já dura 34 anos, ou seja, é o maior que se tem registro. Nesse ciclo ocorreram apenas três anos de seca: 1994, 2001 e 2005”, disse Galdino, no período de 1974 a 2006, ocorreram três das quatro maiores cheias no Pantanal.

Previsão e alerta

A chance do nível máximo do rio Paraguai, em Ladário, ser igual ou superior a 5,5 metros em 2014, é de 90%. De acordo com Galdino, a expectativa atual é que o pico dessa cheia ocorra neste mês. Antigos moradores da região falam que o pico está previsto para meados de julho.

Esse volume de água deve atingir a região de Corumbá e Ladário em até dois meses. Diante da possibilidade da ocorrência de cheia, pecuaristas estão sendo alertados para a necessidade de retirada  dos rebanhos bovinos para áreas livres de inundação.



Jornal Midiamax