Geral

Primeiro-ministro interino diz que Ucrânia segue financiando a Crimeia

O primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, afirmou nesta quarta-feira que o governo do país, mesmo diante da agressão militar russa e das dificuldades econômicas, continua cumprindo suas obrigações financeiras com a república autônoma da Crimeia. “Nos dois últimos dias, transferimos ao território da república autônoma da Crimeia US$ 6 milhões para cobrir despesas...

Arquivo Publicado em 05/03/2014, às 12h51

None

O primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, afirmou nesta quarta-feira que o governo do país, mesmo diante da agressão militar russa e das dificuldades econômicas, continua cumprindo suas obrigações financeiras com a república autônoma da Crimeia.


“Nos dois últimos dias, transferimos ao território da república autônoma da Crimeia US$ 6 milhões para cobrir despesas sociais”, declarou Yatseniuk ao iniciar uma reunião do gabinete de ministros.


Segundo Yatseniuk, apesar de ser autônoma, a república da Crimeia – povoada majoritariamente por russoparlantes – possui uma enorme dívida relacionada ao setor energético, tendo em vista que o Executivo continua garantindo as provisões à Crimeia.


Yatseniuk assinalou que a intervenção militar russa na Crimeia também arruinou a temporada turística na península, o principal balneário da Ucrânia.


“Depois que os militares e os tanques russos apareceram na Crimeia, acho que não haverá temporada turística, e isso significa que não teremos receitas adicionais”, indicou.


Por conta desta situação, explicou o chefe do Governo, seremos obrigados a realizar ajustes orçamentários.


“Teremos que ajudar e aumentar o volume de financiamento para manter os programas sociais na Crimeia”, acrescentou.


Há uma semana, ao assumir a chefia do gabinete de ministros, Yatseniuk advertiu que o estado da economia da Ucrânia é “catastrófico” e que os cofres do país tinham sido saqueados pelo regime do deposto presidente Viktor Yanukovich.


Segundo as novas autoridades, a Ucrânia necessitará US$ 35 bilhões nos dois próximos anos para recuperar sua economia e empreender as reformas que necessita.

Jornal Midiamax