Se for depender do seo Omar Xavier da Silva, de 70 anos, comerciante, essa história de modernidade, de panela elétrica e trocar o utensílio não tem vez. Há 6 anos trabalhando consertando panela em um bairro nobre da cidade, ele conta que o negócio é bom, lucrativo.

Segundo ele, gente de tudo quanto é lugar da cidade o procura para consertar as panelas. “É que panela veia é que faz comida boa”, diz, lembrando o velho ditado e ressaltando que poucos ainda mantêm esse tipo de serviço funcionando.

Ele mesmo aprendeu o ofício com um amigo. Omar revela que antes de o negócio se tornar uma oficina de consertos e afiação, teve mercearia por muitos anos. Antes ainda foi caminhoneiro e dono de olarias. Mas, segundo ele, lidar com gente cansa. “Nada é mais complicado que ter um monte de gente que depende você”, diz, afirmando que é melhor trabalhar com um monte de bicho e amansá-lo que lidar com gente.

E emenda: trabalhei como caminhoneiro por mais de 30 anos. Em um período tinha mais 13 olarias que eu cuidava. Eram mais de 32 famílias trabalhando para mim. Não quero mais saber disso não, relata.

Outro problema, diz, é a burocracia das coisas. Esse foi o motivo de se cansar da mercearia “Dava trabalho. Tinha que fazer compra, tem prazo de validade, tem vigilância sanitária, essa coisera toda. Consertar não. É só a minha mão de obra”, diz, ressaltando que consertar panelas, afiar facas, alicates é melhor que vender coisas.

De todo lugar

Cliente de Omar, Crisante Peixoto de Azevedo, 60 anos, comerciante, conta que é só visitar os parentes que volta com panela para casa para levar à oficina. “Chego na cunha e ela me dá panelas para eu trazer aqui. Chego na outra cunhada a mesma coisa”, diz, contando que uma mora na Coophavila e outra no Maria Aparecida Pedrossian.

“Quem vê deve achar que tenho restaurante. De tanta panela que trago aqui”, diz, rindo.

Crisante conta que mora no Vilas boas há 6 anos, desde quando Omar começou no ofício, e desde o inicio se tornou cliente. “Ninguém quer perder as panelas, ainda mais essas antigas que são melhores”, diz.

A mulher dele, Clarice Schuster, de 40 anos, comerciante, concorda. “Comprei uma panela nova esses dias com uma vez de uso já deu manutenção. Quebrou um cabinho e tive que trazer aqui”, conta.

Curiosidade

Assim como Omar afirma, panela veia e boa tem até procedência. As melhores marcas trazem no fundo da panela, do lado exterior, uma espécie de data de nascimento da panela. No ‘carimbo’ tem o ano, o mês, a data certinha de quando a panela foi produzida. Outras informações como marca, e lote também vêm estampadas em algumas.

Serviço

O telefone do Seo Omar é 9905-8977 ou 9222-8778.