Quem quiser fazer alguma denúncia pode procurar a 27ª Vara da Infância e Juventude no prédio do Ministério Público Estadual na Rua da Paz ao lado do Fórum de Campo Grande.

“É ilegal, o pai ou responsável pode perder a guarda”, disse o promotor da Infância, Adolescência e Juventude, Sérgio Harfouche do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP/MS), a respeito de crianças e até bebês com latas de cerveja ou fumando em fotos postadas no Facebook.

“Precisamos dos fatos, local e data”, disse o promotor. Quem quiser fazer alguma denúncia pode procurar a 27ª Promotoria da Infância e Juventude no prédio do Ministério Público Estadual na Rua da Paz ao lado do Fórum de Campo Grande.

“Submeter crianças ao consumo de substâncias tóxicas é crime, não importa se é lícita ou ilícita. Outro exemplo é o pai ou mãe que manda o filho comprar cigarro ou bebida no bar”, disse Harfouche que também comentou que Campo Grande é a capital, campeã nacional em números de adolescentes envolvidos em álcool, “É uma questão cultural, disse”.

“Olha tenho duas coisas para falar, a primeira era que tinha Coca-Cola lá dentro e eu não sou louca de fazer isso”, disse A.E., mãe de uma bebê que teve a foto postada no Facebook com uma lata de cerveja na mãe na matéria Outro caso: Mãe posta foto no Facebook de bebê com lata de cerveja na boca. Esse como outros casos semelhantes aqui publicados, foram denunciados no Conselho Tutelar.

“Estava olhando umas páginas no Facebook e vi uma foto que chamou atenção. Achei um absurdo mais uma criança com uma lata de cerveja na boca como mostra na foto e nos links”, disse o leitor que enviou a foto e preferiu não ser identificado.

Nesta segunda-feira (14), o Midiamax publicou reportagem sobre uma jovem, assoprando fumaça de narguilé na boca do irmão que aparenta ter menos de 5 anos.

No comentário da foto, ela que aparenta ser adolescente, escreveu “Haha narguis c meu mlk, desdi pequeno ja gostando das coisa boa hihi ((:” A jovem que tem 14 anos, aparece em outros fotos com garrafa de cerveja na mão.

“Estava lendo a matéria de um bebê “fumando” narguilé e por acaso encontrei uma foto semelhante no Facebook, é um absurdo”, conta Leonardo Eleutério, sobre a foto do menino com a fumaça do narguilé na boca.

Na postagem alguns usuários se mostram indignados por conta da foto. “Olha, a vida não é minha mas o bem-estar da criança está prejudicado. Está no estatuto da criança e adolescente que fornecer e vender cigarros e outros tipos de fumo é crime”, disse uma usuária da rede social.

Em outro perfil, de um irmão um pouco mais velho da jovem, um garoto de aproximadamente 12 anos, aparece fumando o narguilé e comenta: “nasci pra seer feliiz naum pra te agradaa mermão.. :))”.

A reportagem entrou em contato com a mãe da jovem, e dos dois meninos que alegou não estar em casa no momento. “Eu acho errado isso, não acho certo”, disse A. de 34 anos, que trabalha com serviços gerais.

Porém nas postagens onde aparece a jovem assoprando a fumaça na boca do irmão menor, que foi removida após a reportagem, A. escreveu que apoiava a atitude da filha, sabia tudo que ocorria dentro de casa e ninguém tinha nada a ver com a vida deles.

No último dia 6 deste mês, na reportagem Mãe de criança que aparece em foto com narguilé diz que “mídia exagerou”, mostra foto de um bebê com uma mangueira de narguilé na boca, que chocou alguns usuários da rede social. Após a publicação o responsável pela foto declarou não ter noção de que aquilo era tão grave e achou exagero a reação das pessoas.

Por telefone a mãe do bebê disse que não achou que a foto fosse ter tanta repercussão. Segundo a mãe, a jovem que aparece na foto segurando a criança, que tem 9 meses, é amiga de um vizinho seu. Ela contou que estava ao lado da criança no momento e que não viu nada demais, e sim um exagero da mídia.

Já na quinta-feira (8), o Midiamax publicou Homem dá cerveja para bebê e mãe posta foto em rede social, com uma foto de um adulto sentado em uma cadeira com uma lata de cerveja na boca de uma criança que aparenta 2 anos. A mãe da criança também foi contatada via mensagem, mas não respondeu.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é proibido vender, fornecer ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, ainda que por utilização indevida, conforme consta no artigo 243.