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Obras de duplicação na BR-163 começam em abril em oito trechos diferentes no Estado

A BR-163 começa a ser duplicada em abril. A assinatura do contrato que deu a concessão da via a empresa CCR MS Via aconteceu na última quarta-feira (12) em Brasília, com a presidente Dilma Roussef. De inicio serão 80,6 quilômetros duplicados, em oito trechos diferentes. Nesta terça-feira (18), o presidente da concessionária, Mauricio Soares Negrão, […]

Arquivo Publicado em 18/03/2014, às 19h28

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A BR-163 começa a ser duplicada em abril. A assinatura do contrato que deu a concessão da via a empresa CCR MS Via aconteceu na última quarta-feira (12) em Brasília, com a presidente Dilma Roussef. De inicio serão 80,6 quilômetros duplicados, em oito trechos diferentes.

Nesta terça-feira (18), o presidente da concessionária, Mauricio Soares Negrão, explicou que as obras iniciais começam em abril, mas a duplicação apenas em maio. Os primeiros trabalhos serão executados no entorno das cidades de Mundo Novo, Caarapó, Eldorado e Douradina.

São 80,6 quilômetros que serão duplicados nesta primeira fase. Ao fim de cinco anos, a concessionária deverá duplicar 806,3 quilômetros dos 847,2 concedidos para a concessionária.

Segundo Mauricio Soares Negrão, as obras não serão feitas em trechos contínuos porque começam pelas vias rápidas: que é uma autorização de inicio das obras de duplicação sem que seja necessária a licença ambiental.

Ele explica que devido a isso, as obras vão ter inicio em oito trechos diferentes que somados vão completar os 80,6 quilômetros. “Os trechos não podem implicar em supressão de vegetação nativa, realocação de famílias, impactar unidades de conservação, ou ter mais de 25 quilometros de extensão”, pontua.

Além disso, as áreas iniciais não podem impactar em terras indígenas ou quilombolas.

Pedágio

Negrão lembra que dentre as principais vantagens da duplicação está a melhoria da via que impactará, segundo ele, diretamente na segurança. “Uma série de obras de engenharia serão feitas com vários objetivos. O primeiro deles é a segurança e também a melhoria de fluidez e de desgaste dos equipamentos, dos veículos, dos caminhões. Haverá redução de combustível. Esse conjunto de ações ao final de um período vai mostrar aos motoristas que vale a pena pagar o pedágio”.

A Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja-MS) afirma que os benefícios da concessão vão predominar em relação aos novos custos. “O impacto da concessão será positivo se levado em consideração a agilidade do escoamento e a conservação das estradas”, frisa o presidente da entidade, Almir Dalpasquale, referindo-se às melhores condições de tráfego, economia de combustível e durabilidade dos pneus e motores.

O presidente da Federação das Indústrias (Fiems), Sérgio Longen, também considera o leilão um avanço. “O setor produtivo só tem a ganhar com a melhoria da malha rodoviária. Hoje, em decorrência do excesso de buracos na rodovia, o desgaste dos caminhões é muito grande e isso reflete no custo do frete para escoar a nossa produção. Por isso, é muito melhor rodar em uma rodovia com pedágio, porém com segurança, do que uma sem pedágio, mas repleta de riscos”, afirma.

Leilão

A Companhia de Participações em Concessões, que pertence ao Grupo CCR, venceu o leilão da BR-163 (MS) no dia 17 de dezembro. A tarifa de pedágio oferecida pela concessionária foi R$ 0,04381 por quilômetro, com deságio de 52,74% em relação ao teto.

O lote concedido, de 847,2 quilômetros, corta todo o estado de Mato Grosso do Sul, desde a divisa com Mato Grosso até a divisa com o Paraná, passando por Campo Grande.

Segundo o governo, a duplicação da BR-163 deverá aliviar o atual movimento de cargas na rodovia, que segue em direção aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

Além das duplicações previstas, as empresas deverão investir na recuperação, manutenção e conservação das rodovias em todo o trecho concedido, além de oferecer diversos serviços aos usuários e implantar terceiras faixas em pista duplicada quando o volume de tráfego exigir.

Jornal Midiamax