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Instituição que acolhe 30 crianças vítimas de abuso sexual pede doações

Uma instituição sem fins lucrativos, que realiza trabalho de acolhimento de crianças que passaram por abusos sexuais, pede doações para a população de Campo Grande. A casa, que conta com três unidades na Capital, recebe o nome de Meninos e Meninas dos Olhos de Deus e acolhe, atualmente, 30 crianças, sendo 20 meninas e 10 meninos, […]

Arquivo Publicado em 29/08/2014, às 17h51

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Uma instituição sem fins lucrativos, que realiza trabalho de acolhimento de crianças que passaram por abusos sexuais, pede doações para a população de Campo Grande. A casa, que conta com três unidades na Capital, recebe o nome de Meninos e Meninas dos Olhos de Deus e acolhe, atualmente, 30 crianças, sendo 20 meninas e 10 meninos, de zero a 18 anos.

De acordo com um dos coordenadores da instituição, pastor Silvano de Sena Ferreira, 50% dos recursos usados para manter a casa vêm de uma parceria com a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social). Contudo, a outra metade desse orçamento é suprida por doações de outras ONGs (Organizações Não Governamentais), igrejas, bem como pela sociedade em geral.

Silvano explica que as crianças recebem apoio psicossocial, ou seja, psicólogos e assistentes sociais trabalham junto às crianças para que elas se recuperem dos traumas causados no âmbito familiar.

Além disso, há 30 projetos em andamento cujo objetivo é desenvolver habilidades e despertar talentos dos pequenos. “Ensinamos dança, esportes e artesanato para que essas crianças tenham um futuro promissor”, acentua.

A coordenadora e assistente social da instituição, Zuleica Marques, informa que a casa está precisando de um cilindro elétrico para fazer massa de pizzas. Isso se deve ao projeto Pizza Solidária, realizado a cada 2 meses que consiste na fabricação e venda de pizzas para arrecadar recursos.

“Sempre estamos precisando de doações de trigo, molho de tomate, queijo e calabresa”, frisa. O próximo evento está marcado para o dia 10 de outubro das 9 horas às 18 horas.

História de vida


De acordo com Zuleica, a maior gratificação é quando uma criança é acolhida por alguma família. Ela conta um caso em que uma menina de 6 anos viu a mãe ser morta pelo padrasto e, por isso, foi levada por um tio para viver em uma fazenda. Lá, entre 6 e 13 anos, ela foi abusada sexualmente pelo parente e só depois foi levada para o abrigo.

Embora comece triste, essa história teve um final feliz, pois, com 16 anos, a menina foi adotada por uma família. “Os novos pais demonstravam muito interesse que ela fizesse uma faculdade”, destaca.

Esporte


Um ponto que tem ajudado muito na recuperação das crianças, segundo os coordenadores da casa, é a prática de esportes. O pequeno L.M.O. de 8 anos, mostra com empolgação suas medalhas conquistadas no último campeonato de jiu-jitsu do qual participou. “Acho muito legal fazer jiu-jitsu e também gosto muito de futebol”, relata o menino.

Nestes casos, os professores Augusto Martins, Juan Pedro, Luciano Muta e Alexandre Ribeiro ministram as aulas gratuitamente. “O trabalho voluntário é fundamental para o futuro dessas crianças”, acentua Augusto.

Contato


O telefone de contato para quem quiser ajudar a casa é: 3043-1410



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