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Cristãos chineses se rebelam contra demolição de suas igrejas

Cristãos chineses pediram às autoridades locais que coloquem fim ao que consideram uma campanha de demolição das igrejas de sua província, informou uma organização de defesa dos direitos religiosos. Segundo a China Aid Association, com sede no Reino Unido, os moradores de Zhejiang (leste) tentam frustrar um programa destinado a demolir seus locais de culto. […]

Arquivo Publicado em 10/04/2014, às 14h04

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Cristãos chineses pediram às autoridades locais que coloquem fim ao que consideram uma campanha de demolição das igrejas de sua província, informou uma organização de defesa dos direitos religiosos.

Segundo a China Aid Association, com sede no Reino Unido, os moradores de Zhejiang (leste) tentam frustrar um programa destinado a demolir seus locais de culto. As autoridades afirmam que os locais não se ajustam aos padrões de construção.

Milhares de cristãos se dirigiram na semana passada à igreja de Sanjiang, na cidade de Wenzhou, para evitar sua demolição, explica a associação em um comunicado.

O Partido Comunista chinês controla de perto as práticas religiosas porque temem que surjam como um contrapoder.

Os fiéis dos diferentes cultos reconhecidos podem se reunir, mas precisarão fazê-lo em locais aprovados pelas autoridades.

Segundo os meios de comunicação públicos, Wenzhou conta com um milhão de fiéis.

As autoridades de Zheijiang ordenaram que ao menos cinco igrejas da província, quatro delas em Wenzhou, sejam demolidas ou que as cruzes em seus telhados sejam retiradas, informou nesta quinta-feira o Global Times, um jornal oficial.

Segundo o jornal, estas instruções se aplicam a edifícios da igreja oficial reconhecida e supervisionada pelo Estado, e não à que prospera fora do controle das autoridades, conhecida como a do silêncio.

“Pedimos ao governo provincial de Zheijiang que suspenda imediatamente suas operações de demolição das cruzes e das igrejas”, escreveram os cristãos de Wenzhou em uma carta aberta, citada pela China Aid Association.

“Esta campanha não foi concebida de forma conveniente, vai intensificar os conflitos sociais e pode prejudicar a paz e a unidade do país”, acrescentaram.

Até o momento, a AFP não conseguiu contactar o governo provincial.

Segundo o Global Times, autoridades de Wenzhou encarregadas dos assuntos religiosos desmentiram que exista uma campanha de demolição de igrejas e afirmam que só se focam nas construções ilegais que representam “um perigo para a segurança”.

Jornal Midiamax