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Cirurgia de menina que ficou cega em escola não tem previsão para ser paga

A expectativa da famíla da menina de cinco anos, que perdeu a visão dentro da Escola Municipal Bernardo Franco Baís, era de que a Prefeitura pagasse pela segunda cirurgia de reparação nesta quarta-feira (08). O procedimento que custou R$ 17 mil, e foi realizado no Instituto da Visão, ainda não foi pago assim como outros […]

Arquivo Publicado em 08/01/2014, às 19h25

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A expectativa da famíla da menina de cinco anos, que perdeu a visão dentro da Escola Municipal Bernardo Franco Baís, era de que a Prefeitura pagasse pela segunda cirurgia de reparação nesta quarta-feira (08). O procedimento que custou R$ 17 mil, e foi realizado no Instituto da Visão, ainda não foi pago assim como outros custos que os pais de J.G.R. teve com o tratamento. A Assessoria do prefeito confirma que já existe um empenho porém não há uma previsão para o fim da novela iniciada em 28 de agosto de 2013, data do acidente.

“O valor da cirurgia está já com um empenho. Depois que anexar a nota irá para a Tesouraria e o pagamento ocorrerá. Não podemos afirmar um dia que será. Pela parte da Prefeitura está encaminhado e essa burocracia existe porque é dinheiro público. Trata-se de uma questão de responsabilidade. Já foi disponibilizado para a criança um atendimento psicológico no CAPS (Centro de Apoio Psicossocial)”, relatou a Assessoria de Comunicação da Prefeitura.

Além dos R$ 17 mil, outros R$ 3 mil referentes ao tratamento também deverão ser ressarcidos a família pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) que levantou a quantia através do apoio de amigos. No entanto o valor só poderá ser montado em um processo para quitação a partir do dia 15 de janeiro quando abre o sistema.

J.G.R. precisou ser operada três vezes para recuperar a cavidade ocular e os olhos dilacerados em um acidente que ocorreu em uma escada da escola onde estudava. A lesão foi ocasionada com uma colisão em uma grade instalada na escada do local e determinou a impossibilidade de voltar a enxergar no olho esquerdo da menina de cinco anos. A lesão atingiu gravemente a retina.

“Preciso confiar em Deus e torcer para que a Prefeitura nos apóie, pois além de toda essa dificuldade que passamos existe a questão financeira e infelizmente não somos uma família rica. Dia 14 agora a minha filha terá que passar por outra consulta no Instituto da Visão, na qual poderá ser decidida a necessidade de mais uma intervenção cirúrgica. Sendo que até hoje não foi pago ainda a segunda cirurgia realizada lá”, lamenta Patrici, a mãe de J.G.R. .

Saia Justa

Em 10 de dezembro de 2014 o prefeito compareceu ao Instituto da Visão, onde foi atendido e ainda obteve o atestado que justificou a sua ausência na oitiva convocada pela Comissão Processante. Alcides Bernal alegou para a Câmara Municipal que não poderia depor no dia 12 de dezembro em virtude da recuperação de um procedimento médico cirúrgico, que chegou a ser questionado pelo vereador Eliseu Dionísio (SDD).

No dia em que esteve no Instituto da Visão Bernal foi lembrado pela administração do lugar que a Prefeitura ainda não havia pago os R$ 17 mil da cirurgia que J.G.R fez. Surpreso com a notícia, o progressista garantiu que a situação seria resolvida o quanto antes e o dia 20 de dezembro passou a ser a data prometida para que o débito ficasse quitado.

Com o recesso, o dia 06 de janeiro de 2014 surgiu como o novo dia do pagamento e por fim o dia 08 do mesmo mês. Nesta tarde a Prefeitura confirma que o impasse está perto do fim, todavia sem um prazo definido para que a Tesouraria regularize a pendência.

Após a segunda cirurgia que a menina passou, em setembro de 2013, o secretário de Educação José Chadid, visitou a família e também afirmou que a Prefeitura daria todo o apoio para os custos do tratamento da aluna da Escola Municipal Bernardo Franco Baís.


Jornal Midiamax