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#CGR115: Repleta de verde, Campo Grande tem diversos animais silvestres vivendo entre a população

Não há nenhum estudo que aponte quantos animais silvestres, ou dito raros, vivem em Campo Grande. Mas é só andar um pouco pela cidade, que é repleta de parques, que eles aparecem. Tucanos, araras, garças, quatis, e as famosas capivaras, que são a cara da Capital Morena, vivem entre os habitantes e fazem a alegria […]

Arquivo Publicado em 29/08/2014, às 19h10

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Não há nenhum estudo que aponte quantos animais silvestres, ou dito raros, vivem em Campo Grande. Mas é só andar um pouco pela cidade, que é repleta de parques, que eles aparecem. Tucanos, araras, garças, quatis, e as famosas capivaras, que são a cara da Capital Morena, vivem entre os habitantes e fazem a alegria de quem gosta de contemplar a natureza.

Maria Auxiliadora Pereira Leite, de 43 anos, funcionária pública, conta que gosta de ir até o Lago do Amor para ficar olhando os animais. “Acho muito legal. Gosto de ver as aves e as capivaras”, diz.

O filho dela, Rafael Andrew Lopes, de 4 anos, estudante, prefere os tucanos e as tartarugas. “Gosto de ver a tartaruga”, diz.

A cena, realmente é comum na Capital Morena, afirma o Major da PMA (Polícia Militar Ambiental), Edinilson Paulino Queiroz, de 47 anos. Segundo o militar, que tem formação em Biologia e é doutor em Ecologia, Campo Grande tem várias características que faz com muitos animais habitem a cidade. “Temos diversas unidades de conservação ambiental e parques dentro da cidade. Só as unidades de conservação estadual são mais de 300 hectares”, cita.

A soma é referente às unidades de conservação estadual do Prosa e Segredo. O Parque Prosa emenda no Parque das Nações Indígenas e tem 133 hectares de conservação. Já o Parque Segredo, que fica na região do Jardim Presidente, e emenda com uma área de conservação da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), são mais 177 hectares de conservação.

O militar lembra ainda que tem muitas áreas particulares de conservação. “Ai tem a reserva de patrimônio particular da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e diversos fragmentos de florestas no Parque dos Poderes. E ainda tem os parques lineares, onde foram sendo construídas avenidas deixando grande quantidade de vegetação, e por consequência, fauna também”, pondera.

Outra característica que faz os animais ficarem em meio à cidade é o fato de que diversos terrenos que já foram loteados se mantêm intactos, como a reserva atrás da Avenida Guaicurus.

Por isso, o major afirma, que cada vez mais, vamos ter que aprender a conviver com os animais de forma a protegê-los e meio as nossas reservas.

Acidentes

O lado ruim de tudo isso é que alguns animais se envolvem em acidentes. “Acho bom estar perto da natureza, mas fico muito chateado com a insensatez de algumas pessoas, que colocam fogo nas matas ou dirigem correndo causando acidentes. O que pode causar a extinção desses animais”, diz o cozinheiro, Claudinei Velasquez, de 25 anos.

A preocupação de Velasquez, que é comum a muitas outras pessoas, não tem fundamento. Segundo o Major, diante do número de floresta que há na cidade não existe risco de comprometer a população desses animais. “Os acidentes acontecem até com certa frequência, mas apesar disso não é preocupante. Se formos analisarmos a quantidade de fauna que temos para a quantidade de acidentes é insignificante”, diz.

“Claro que as pessoas ficam comovidas, mas não há risco de comprometer a população desses animais”, finaliza.


Jornal Midiamax