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#CGR115: Avenida Calógeras reúne autopeças que atendem a todas as marcas e modelos

Ao percorrer três quarteirões da Avenida Calógeras, contados da Avenida Fernando Corrêa da Costa até a Avenida das Bandeiras, é possível encontrar 30 estabelecimentos especializados em peças automotivas, um ao lado do outro. O motivo dessa concentração do mesmo seguimento não é unânime entre os comerciantes, contudo, eles acham que concorrência beneficia a todos. Esse […]

Arquivo Publicado em 12/08/2014, às 12h50

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Ao percorrer três quarteirões da Avenida Calógeras, contados da Avenida Fernando Corrêa da Costa até a Avenida das Bandeiras, é possível encontrar 30 estabelecimentos especializados em peças automotivas, um ao lado do outro. O motivo dessa concentração do mesmo seguimento não é unânime entre os comerciantes, contudo, eles acham que concorrência beneficia a todos.

Esse aglomerado de autopeças, de acordo com os comerciantes pioneiros, começou na década de 1960. Para o empresário Lucas Benitez, de 67 anos, o principal motivo que o fez abrir um negócio na Avenida Calógeras foi a pouca distância para o pensionato em que morava. “Eu era jovem e trazia peças do Paraná. Chegando a Campo Grande fui morar em uma pensão na Rua 26 de Agosto, era bem pertinho daqui, vinha a pé todos os dias”, lembra.

Benitez afirma que sua loja foi uma das primeiras da rua, conhecida com Auto-Peças Cacique, e atribui a longevidade à vocação para o comércio. Ele conta, com nostalgia, que a inauguração ocorreu em 1966. Ele diz, ainda, que a concorrência é muito boa, pois a região se tornou uma referência do setor.

Nesse mesmo sentido, a loja contemporânea “Tucano” começou suas atividades, na Avenida Calógeras, em 1969. Contudo, o proprietário Adilson Foizer diz que o motivo de sua instalação na região foi outro, a estratégia. “Quando meu pai abriu esta loja, a Calógeras era uma avenida de mão dupla. Então, todos os carros que chegavam à cidade estragados, principalmente os vindos de São Paulo, tinham que passar por aqui”.

De acordo com Foizer, a maior vantagem, para um comerciante, de possuir lojas em núcleos de mercado é a grande atratividade exercida sobre as pessoas nos mais variados e distantes bairros. “Como aqui se tornou uma referência, todo mundo corre pra cá quando precisa consertar o carro. Acho que o número de lojas vai aumentar ainda mais com o tempo”, comenta. Entretanto, o empresário diz que é preciso ter um diferencial em relação à concorrência. Para ele, sua permanência no mercado se deve à tradição e ao bom atendimento.

Entretanto, para outro comerciante da região, Mauro Soares, essa concentração de autopeças tende a diminuir com o passar dos anos. Segundo ele, as altas despesas da região central fazem com que os novos empreendedores se instalem nos bairros da periferia. “O aluguel da avenida é muito caro. Por isso, há lojas promissoras no Aero Rancho e na Moreninha. Seus donos conseguem lucrar porque não têm grandes despesas”, ressalta.

Vantagens para o consumidor


Sob o ponto de vista do consumidor, além de ser “disputado” pelo comerciante, o cliente conta com outras vantagens ao comprar nesses polos. De acordo com o fiscal de disciplina, Cláudio Augusto de Lima, é muito mais fácil fazer cotação de preços na Calógeras. “Quando preciso de uma peça venho direto pra cá. Aqui posso fazer cotação e também não perco a viagem, pois se não encontro em uma loja, irei procurar na vizinha” adverte ele.

Já o eletricista Jony Vieira cita como vantagem a possibilidade de análise da qualidade do produto, já que é possível comparar uma peça com outra.

Aniversário de Campo Grande


Em comemoração do aniversário de 115 anos de Campo Grande, o jornal Midiamax realizou uma série de reportagens sobre os diferentes núcleos de mercado existentes na Capital. Acompanhe na próxima quarta-feira (13) a matéria sobre a concentração de ferros-velhos no Bairro Guanandi.



Jornal Midiamax