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Cem mil participam de 1ª manifestação no governo de Bachelet

Cerca de 100 mil chilenos participaram neste sábado de uma mobilização convocada por 40 organizações que buscam unir forças para suas reivindicações, entre elas a criação de uma nova Constituição, informaram os organizadores. Ao término da manifestação, foram registrados alguns incidentes isolados entre jovens encapuzados que lançaram pedras e a polícia. Esta mobilização é a […]

Arquivo Publicado em 22/03/2014, às 23h23

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Cerca de 100 mil chilenos participaram neste sábado de uma mobilização convocada por 40 organizações que buscam unir forças para suas reivindicações, entre elas a criação de uma nova Constituição, informaram os organizadores.

Ao término da manifestação, foram registrados alguns incidentes isolados entre jovens encapuzados que lançaram pedras e a polícia.

Esta mobilização é a primeira realizada durante o governo de Michelle Bachelet, que assumiu o poder em 11 de março.

“Consideramos que uma nova Constituição via Assembleia Constituinte pode solucionar os problemas de toda a diversidade de organizações que existe em nosso país”, assegurou Oscar Rementería, porta-voz do Movimento de Libertação e Integração Homossexual (Movilh), um dos grupos convocantes.

O porta-voz esclareceu que esta “não é uma manifestação contra ou a favor de Bachelet, é só um chamado de atenção à classe política para que saibam que há reivindicações cidadãs”.

A criação de uma nova Constituição que substitua a herdada da ditadura de Augusto Pinochet é uma das principais promessas de Bachelet.

Apesar dos 34 graus registrados nas primeiras horas da tarde, membros de grupos ambientalistas, homossexuais, pró animais, indígenas, trabalhadores, ateus e incapacitados, entre outros, caminharam pelas ruas do centro de Santiago levando cartazes e gritando suas exigências.

Os estudantes, que desde 2011 protagonizaram maciças mobilizações em reivindicação de educação gratuita e de qualidade, não aderiram à convocação desta passeata.

A manifestação foi autorizada pela Intendência Regional de Santiago que determinou o corte do trânsito pelas ruas por onde caminhariam os participantes, considerando que era preciso respeitar o direito dos cidadão de se expressar. No entanto, ao longo do percurso, que incluía a principal avenida da capital, foi desdobrado um grande contingente policial para prevenir distúrbios.

Os ateus, convocados pelo diretor da Sociedade Fundação Atéia, Anwar Rabi; o sacerdote jesuíta Antonio Delfau e o sociólogo e especialista em seitas Humberto Lagos, participaram da manifestação para promover uma Constituição que “transforme o Chile em um Estado laico”, apesar da separação do Estado e o clero estar vigente no Chile desde o século XIX.

Jornal Midiamax