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Cantareira: prefeitura e governo trocam farpas sobre crise

Durante a partida que culminou na derrota do Barcelona pelo Atlético de Madrid, pela Liga dos Campões na quarta passada, Neymar movimentou-se em campo como sempre e tentou reverter o placar para o seu time. Entre as andanças do jogador, no entanto, um movimento repetido chamou atenção: quando ele, de camisa levantada, mostrava um pedaço […]

Arquivo Publicado em 17/04/2014, às 12h04

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Durante a partida que culminou na derrota do Barcelona pelo Atlético de Madrid, pela Liga dos Campões na quarta passada, Neymar movimentou-se em campo como sempre e tentou reverter o placar para o seu time.


Entre as andanças do jogador, no entanto, um movimento repetido chamou atenção: quando ele, de camisa levantada, mostrava um pedaço da sua cueca com a marca Lupo, patrocinadora do atleta.


Quando protagonizado por um dos jogadores mais caros do mundo, nenhum movimento passa isento. A iniciativa tornou-se alvo de desconfiança e acendeu a discussão do marketing de emboscada, uma vez que a organizadora UEFA proíbe a propaganda em campo.


A mesma ação também é irregular segundo as regras da FIFA, que proíbe ações de marketing não-autorizadas nos jogos e nas proximidades dos estádios. Seria o caso da Lupo, que é patrocinadora individual do jogador, e não da Copa de 2014.


À EXAME.com, a Lupo negou que a iniciativa tenha sido uma estratégia de marketing.


A empresa defende que nada foi premeditado e que toda a história pegou a Lupo “de surpresa”. Segundo informou a marca, é comum que Neymar, enquanto garoto-propaganda, receba cuecas e produtos da fabricante de presente para uso pessoal.


A assessoria de imprensa de Neymar também negou à reportagem que as aparições da marca da cueca durante os jogos sejam uma estratégia de marketing.


A repercussão, no entanto, deve ligar o alerta da Fifa para impedir que empresas que não são patrocinadoras façam publicidade aproveitando a Copa do Mundo.


De acordo com o regulamento da Copa, é proibido o uso de camisetas ou adereços com alusão à empresas ou produtos durante as partidas.


Essa não seria, nem de longe, a primeira vez que essa regra é burlada em competições. Durante a Eurocopa, em 2012, o atleta dinamarquês Nicklas Bendtner foi punido pela Uefa por ter comemorado um gol contra Portugal exibindo uma cueca com propaganda do site de apostas Paddy Power.


Na época, a multa foi de 80 mil libras – valor 64 mil libras maior do que o pago pelo time do Porto após insultos racistas feitos pela torcida do clube ao jogador Mario Balotelli, da Itália.

Garoto-propaganda


Há um mês, o atacante foi estrela do lançamento da campanha Cueca da Sorte da Lupo, com peças de roupa decoradas por trevos e ferraduras. A marca lançou uma coleção com as cores da bandeira brasileira e o número 10, de Neymar, na parte de trás da cintura. O jogador tem contrato com a Lupo desde agosto de 2011.

Jornal Midiamax