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Após críticas ao Gaeco, promotor que conduz investigação sigilosa passa a semana de férias

O 54º Promotor de Justiça de Campo Grande, responsável pelas investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Marcos Alex Vera de Oliveira, está de férias remanescentes desde esta segunda-feira (28). A publicação foi divulgada no Diário Oficial do órgão desta terça-feira (29). O promotor ficará afastado das investigações por uma […]

Arquivo Publicado em 29/04/2014, às 11h46

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O 54º Promotor de Justiça de Campo Grande, responsável pelas investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Marcos Alex Vera de Oliveira, está de férias remanescentes desde esta segunda-feira (28). A publicação foi divulgada no Diário Oficial do órgão desta terça-feira (29).

O promotor ficará afastado das investigações por uma semana. Ele recebeu três dias de férias remanescentes, referentes ao período aquisitivo de 2009/2010 e, como é feriado no dia 1°, e ponto facultativo no dia 2, sexta-feira, deverá passar a semana longe do Gaeco.

Na quarta-feira da semana passada (23), o promotor teve o mesmo pedido de férias remanescentes revogado, conforme publicação do diário do órgão.

O afastamento acontece logo após as ações que deveriam ser sigilosas do Gaeco ganharem cobertura da mídia e gerarem críticas nas redes sociais, com rumores de que setores estariam recebendo informações privilegiadas. O desencontro de informações gerou uma série de especulações no cenário político campo-grandense.

Com a ‘propaganda’ de que algo está em investigação, e o sigilo, surgiram inúmeros rumores. Após ampla divulgação das ações, há a possibilidade de o inquérito perder o sigilo, solicitado ainda na primeira instância da Justiça Estadual.

Ontem, o desembargador Ruy Celso Florence confirmou que o Gaeco solicitou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul a apreensão de CDs, papéis e pen drives na casa do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte.

“A investigação é sigilosa, mas o mandado de busca que eu assinei, pelo que eu vi, trata de compra de vereador. No documento, eles não falam de qual seria”, afirmou.

O ex-assessor da prefeitura, Ronan Edson Feitosa de Lima é apontado, junto com outras pessoas, como suspeito de cometer crime de agiotagem para suposta compra de vereador, usando o nome do administrador municipal para o ato.

Jornal Midiamax