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Aos 83 anos, diretor descarta aposentadoria: “Globo tentou”

A disciplina e o vigor para o trabalho de Reynaldo Boury são invejáveis para seus 83 anos. À frente do setor de teledramaturgia do SBT e diretor geral dos remakes de Carrossel e Chiquititas, ele é o primeiro a chegar ao estúdio, cobra comprometimento do elenco e está sempre atento aos detalhes. Ele acredita, inclusive, […]

Arquivo Publicado em 13/06/2014, às 16h09

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A disciplina e o vigor para o trabalho de Reynaldo Boury são invejáveis para seus 83 anos. À frente do setor de teledramaturgia do SBT e diretor geral dos remakes de Carrossel e Chiquititas, ele é o primeiro a chegar ao estúdio, cobra comprometimento do elenco e está sempre atento aos detalhes. Ele acredita, inclusive, que vive um dos melhores momentos de sua carreira.


“Eu achava que já tinha feito de tudo. Mas a vida me surpreendeu e foi generosa. Fazer sucesso com o público infantil a essa altura é um privilégio”, analisa o diretor, referindo-se à repercussão e boa audiência das últimas produções lançadas pela emissora.


Natural de São Paulo, Boury impressiona por sua experiência com os bastidores de TV. A estreia foi há exatos 60 anos, como auxiliar de câmera da extinta Tupi. Ao longo do tempo, integrou a equipe de direção de novelas como Redenção, a épica trama de 596 capítulos da Excelsior, e sucessos globais como as duas versões de Irmãos Coragem, Sinhá Moça, Tieta e Meu Bem, Meu Mal.


Aposentado pela Globo em 2000, o diretor não conseguiu ficar parado e foi produzir novelas e passar seu conhecimento para profissionais na Angola. A volta ao Brasil só aconteceu em 2010, quando foi chamado pelo SBT para assumir a pífia teledramaturgia do canal na época.


“As coisas iam acontecendo sem muito controle ou perspectivas. Com o sucesso das tramas infantis, a emissora se prepara para reestruturar e investir ainda mais no setor de novelas”, adianta.

Jornal Midiamax