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Vigilância vai investigar laboratório que fez exames de médico morto por dengue

A Vigilância em Saúde de Dourados irá supervisionar o laboratório que fez os exames de detecção de dengue do médico Munir Faker, de 66 anos, morto no último domingo. O laboratório fez dois exames em ambos deram negativos. “De fato isso chama a atenção e até desconheço se ocorreu algo semelhante como esse na cidade”, […]

Arquivo Publicado em 19/02/2013, às 21h47

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A Vigilância em Saúde de Dourados irá supervisionar o laboratório que fez os exames de detecção de dengue do médico Munir Faker, de 66 anos, morto no último domingo. O laboratório fez dois exames em ambos deram negativos. “De fato isso chama a atenção e até desconheço se ocorreu algo semelhante como esse na cidade”, disse o diretor da Vigilância, Eduardo Arteiro Marcondes.



O médico foi internato no último dia 13 no hospital da Cassems em Dourados com febre e dores no corpo. As análises clínicas preliminares demonstravam aumento de leucócitos e características de infecção urinária e o primeiro exame de dengue feito deu negativo. O quadro clínico se agravou e no último sábado o paciente teve AVC e morreu no dia seguinte.



No dia do óbito novo exame foi realizado e deu negativo para a dengue. Segundo a assessoria da Vigilância em Saúde de Dourados, o médico Munir Faker tinha histórico de pneumonia, apresentava afecção oftalmológica e histórico de presença de tumor.



O resultado da Investigação Epidemiológica confirmou que o médico morreu por insuficiência respiratória, Acidente Vascular Central, Febre Hemorrágica e Vírus do Dengue.



O Dourados Agora entrou em contato com a direção da Cassems para verificar se os dois exames realizados pelo hospital ao paciente foram feitos na própria unidade ou fora dela, no entanto não obteve resposta.



Confiança



O que chama a atenção nos exames feitos em Dourados é a confiabilidade. Como os dois deram negativos, mais pessoas podem estar morrendo pela doença na cidade sem as autoridades terem conhecimento. Eduardo Arteiro Marcondes disse que isso é improvável. “Duas vezes por semana nossa equipe percorre todos os hospitais e laboratórios da cidade para fazer uma checagem de exames que são feitos ou encaminhados dessas unidades”, disse ele.



Com esse procedimento, garante Eduardo, a Vigilância em Saúde detecta se um paciente está em suspeita de dengue. “Foi assim que aconteceu com o médico, no entanto que pedimos uma contraprova para o Lacen de Campo Grande”, justificou.



O próprio diretor da Vigilância se surpreendeu com os dois exames negativos. “Teremos que solicitar ao Lacem para verificar os procedimentos técnicos adotados por esse laboratório, para verificar o motivo dos dois exames darem negativo”, disse Eduardo Marcondes.




Mortes



Com a morte do médico em Dourados sobe para 14 o número vítimas por dengue em Mato Grosso do Sul. Desse total, no Estado, seis eram de Campo Grande e uma morte nos municí-pios de Aquidauana, Miranda, Nova Andradina, Sidrolândia e em Rio Verde de Mato Grosso, além de duas outras mortes em Vicentina.



Seis mortes que estavam sob investigação se teriam sido causados por dengue foram descartados, sendo quatro delas em Campo Grande e uma em Nova Andradina e outra em Sidrolândia. Duas mortes em Campo Grande, uma em Aquidauana e outra em Nioaque estão em investigação.


Jornal Midiamax