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Uruguai: professores bloqueiam avenida de Montevidéu por melhores salários

Os trabalhadores da área de educação no Uruguai realizaram nesta sexta-feira uma grande exibição de força em sua queda de braço contra o governo, que já dura mais de uma semana. Em uma grande manifestação pelo centro da capital, reafirmaram seus pedidos de mais verba para salários nos próximos orçamentos. Milhares de professores de ensino […]

Arquivo Publicado em 29/06/2013, às 01h33

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Os trabalhadores da área de educação no Uruguai realizaram nesta sexta-feira uma grande exibição de força em sua queda de braço contra o governo, que já dura mais de uma semana. Em uma grande manifestação pelo centro da capital, reafirmaram seus pedidos de mais verba para salários nos próximos orçamentos.

Milhares de professores de ensino fundamental e médio bloquearam a principal via de Montevidéu, muitos deles vestidos com seus característicos jalecos brancos, e mostraram o amplo apoio que existe entre os educadores aos pedidos de melhoras salariais e maior investimento na educação pública.

A mobilização foi o ponto alto em uma série de protestos que vêm sendo realizados desde semana passada a fim de pressionar o governo do esquerdista José Mujica antes que este termine de modelar a lei de orçamento que deverá apresentar nas próximas semanas.

Segundo explicou à Agência Efe Gabriela Verde, dirigente da Associação de Professores do Uruguai (Ademu), a educação pública uruguaia tem “salários muito baixos” e sua infraestrutura e condições de trabalho são “muito deficientes”, por isso que se está pedindo ao Governo que cumpra com suas promessas de se concentrar em seus orçamentos.

O pedido dos professores aponta para que os salários mais baixos, de cerca de 14.000 pesos (US$ 668) por 20 horas de trabalho semanais, passem a ser de 21.000 pesos (US$ 1.002).

Por enquanto, o Executivo assinalou que apesar de estar disposto a aumentar os salários, os pedidos dos trabalhadores são muitos.

Além disso, as autoridades lembraram que existe um convênio coletivo vigente no setor dentro de dois anos que prevê um aumento salarial de 22% e que já quase foi cumprido.

“Submetido a restrições fiscais muito fortes, perante o panorama mundial e regional, o Governo tem a obrigação de garantir o obtido socialmente e em consequência não está disposto a trabalhar com inflação e déficit impossíveis. Assegurar a estabilidade trabalhista de todos os trabalhadores é hoje prioritário”, afirmou o Governo em comunicado.

Gabriela reconheceu os aumentos recebidos neste período, apesar de os ter rotulado de insuficientes, mais ainda se for levado em conta o enorme crescimento econômico do Uruguai nos últimos anos e que demonstram que no país há “dinheiro”.

O governista Frente Ampla (FA), tradicional aliado dos sindicatos, está tentando mediar a situação, apesar de reprovar os professores que querem travar o Governo e que colocam em perigo as contas públicas.

Jornal Midiamax