A reitora da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Celia Maria de Oliveira, admitiu ter aberto sindicâncias internas sobre as denúncias reveladas pela Operação Sangue Frio somente semana passada, meses após o escândalo desencadeado por ação da Polícia Federal.

Em depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde na Câmara Municipal de Campo Grande, Célia defendeu-se afirmando que não é o procedimento da UFMS a abertura de sindicâncias internas ou procedimentos internos.

“Abrimos recentemente oito sindicâncias em relação à Operação Sangue Frio, depois que recebemos documentação da PF”, afirmou a reitora. Segundo ela, 19 pessoas trabalham apenas nas sindicâncias.

Membro da CPI, o vereador Alex do PT chamou de descaso a demora na abertura dos processos. “Se recebeu os documentos, têm provas”, disparou. Célia rebateu que não existem provas, existem “indícios”.

A reitora ainda foi questionada pelo presidente da CPI, vereador Flávio Cesar (PT do B), que lembrou das escutas telefônicas reveladas na operação. O ex-diretor do Hospital Universitário interferiu, alegando que as gravações foram editadas.